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CARNAVAL

Todos os anos em nosso país são festejados o carnaval, onde todos podem participar das folias com trios elétricos, desfiles, etc...

E você, amigo leitor, sabe o que significa a palavra carnaval? Carnaval ou folia quer dizer divertimento da carne, bagunça da carne, prazer da carne, farra, loucura, etc.

Carnavale - Vocábulo italiano, que significa “adeus à carne”, é festa de muita alegria, folia e orgia.

A comemoração do carnaval é de origem pagã. Desde tempos imemoriais no Egito antigo, no outono, realizava-se a festa do boi Apis - animal sagrado. Escolhia-se o boi mais belo e todo branco o qual era pintado com várias cores. O boi era conduzido pelas ruas, e levado até o Rio Nilo, onde era afogado. Em procissão, sacerdotes, magistrados, homens, mulheres e crianças fantasiadas grotescamente, iam atrás dele dançando, cantando, em promiscuidade até seu afogamento. Com as conquistas da Grécia e de Roma, a festa foi transportada para outros países, sob outras formas e denominações. Na Grécia tomou o nome de Dionísio e em Roma, Bacanal em homenagem ao deus do vinho Baco. Nessas comemorações se fechavam todos os estabelecimentos comercias, e se abriam todos os lugares de divertimentos, onde a devassidão, a orgia e os prazeres sensuais eram inomináveis.

Com o advento do cristianismo, as festas pagãs se arrefeceram, mas na idade Média, sob a tolerância da Igreja dominante, recrudescera entre os povos de educação latina sob a única denominação de carnaval. No Brasil, com a miscigenação cultural afro-brasileira e com rituais diferentes, o carnaval empolga multidões e é atração turística.

O carnaval é festa religiosa, que veio do paganismo antigo, dedicado a Momo - deus da zombaria, do sarcasmo, da pândega e que está ligada à quaresma - período de abstinência e jejum, que termina com a semana santa.

O cristão deve se conduzir pelas determinações bíblicas. Momo é Satanás dissimulado. Jesus em Sua quaresma de jejum e oração repeliu o falso deus dizendo: “Retira-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele darás culto” (Mt 4.10). O Salmo 115.1-8 afirma que quem adora um Deus morto se torna espiritualmente semelhante a ele. Momo é deus morto, cuja falsa duração é de três dias, cultuado pelos foliões, e que conforme a mitologia foi expulso do Olimpo, para ser na terra o rei dos loucos.

O que a Bíblia diz a respeito do carnaval?

“Porque a carne milita contra o espírito, e o espírito contra a carne, estes se opõem um contra o outro” (Gálatas 15.17).

A palavra carne no original grego é sarx e tem vários significados na Bíblia, principalmente nas epistolas. Pode significar fraqueza física (Gl 4.13), o corpo, o ser humano (Rm 1.3), o pecado (Gl 5.24), os desejos pecaminosos (Rm 8.8) Aqui significa o conjunto de impulsos pecaminosos que dominam o homem natural.

Espírito... contra a carne. O conflito espiritual interiormente no crente envolve a totalidade da sua pessoa. Este conflito resulta ou numa completa submissão às más inclinações da “carne”, o que significa voltar ao domínio do pecado; ou numa plena submissão à vontade do Espírito Santo, continuando o crente sob o senhorio de Cristo (v. 16; Rm 8.4-14). O campo de batalha está no próprio cristão, e o conflito continuará por toda a vida terrena, visto que o crente por fim reinará com Cristo (Rm 7.7-25; 2 Tm 2.12; Ap 12.11; Ef 6.11).

O Senhor Deus ensina o homem a andar segundo os parâmetros de Sua Palavra e toda a Bíblia Ele adverte o homem a andar segundo Espírito e não segundo carne.

O espírito inclina-se para as coisas celestiais e a carne para as coisas terrenas. O homem que está se divertindo no carnaval passa a ser uma pessoa carnal, isto quer dizer que ele está andando segundo a carne. Por isso Paulo diz:: “Andai em Espírito e não cumprireis concupiscência da carne” (Gl 5.16).

Segundo a Bíblia Sagrada o homem que anda nas festas carnavalescas, ou seja, na bagunça de sua carne, torna-se inimigo de Deus e desobediente à Sua Palavra.

“Porque os que estão segundo a carne, inclinam-se para as coisas da carne, mas os que estão segundo o espírito, para as coisas do espírito. Porque a inclinação da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Porque a inclinação da carne é inimizade contra Deus”, pois não é sujeita á lei de Deus, nem, em verdade, pode ser. Porquanto, os que estão na carne, não podem agradar a Deus” (Rm 8.5-8).

O apóstolo Paulo fala de dois grupos de pessoas os carnais e os espirituais. Cabe a cada um fazer uma análise introspectiva para verificar se suas inclinações são carnais ou espirituais.

O pensamento do homem norteia o seu comportamento. Se a mente é carnal, seu comportamento é carnal, resultando em morte; se a mente é espiritual, seu comportamento é espiritual, resultando em vida e paz.

Inclinação da carne. Isso significa ter a mente carnal, vida controlada pela carne. Tal pessoa não está sob o domínio do Espírito. Quem assim vive não pode agradar a Deus. Só podemos agradar a Deus fazendo Sua vontade. Mas só o conseguimos se estivermos sob a direção do Espírito Santo.

Inclinação do Espírito. Os que são justificados pela fé em Cristo, nasceram de novo, e, portanto, são regenerados. São filhos de Deus. Eles ocupam-se inteiramente das coisas de Deus. Mas, os que não são filhos de Deus, seguem a inclinação da carne, que são os desejos pecaminosos deste mundo.

Portanto, quais as recompensas positivas que você pode tirar do carnaval? Acredito que não encontrará nenhuma. Como em todos os tempos e lugares, no Brasil a festa é portadora de nefastas conseqüências ao indivíduo, à família, e à sociedade. Todos os anos o governo brasileiro distribui milhares de camisinha para os foliões isto para provar que o carnaval é uma festa de promiscuidade. Nestes dias a humanidade cai em maiores depravações jamais vistas; prostituições, drogas, bebedices, adultérios, suicídios, assaltos, roubos, jovens grávidas, estupros, homossexualismo, lesbianismo, entre outras imoralidades. Quantas mortes e assassinatos acontecem nestes dias? Essas são as recompensas do carnal.

Se o carnaval é cultura e para muitos uma festa sagrada, porque então as autoridades e educadores estão distribuindo camisinha e seringa descartável para os foliões? É uma festa sadia ou é a bagunça da carne? Os que praticam tais coisas tornaram-se inimigos de Deus e com suas obras carnais não podem agradá-Lo.

O carnaval leva o homem para a morte e condenação, mas o Espírito leva o homem para o Calvário, para Jesus o Filho de Deus. É por isso que Paulo diz que: “...nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne mas segundo o espírito”. (Romanos 8.1).

O carnaval é à volta das religiões pagãs e de maneira alguma deveria estar justaposta ao período da quaresma que começa com a Quarta-feira de cinzas. Lamentavelmente é que criaturas que se dizem cristãs festejem o carnaval, ressurgimento do paganismo de priscas eras e responsável pelos danos e efeitos morais para homens, mulheres, jovens de ambos os sexos, também crianças. Pelo exposto, carnaval é festa religiosa que se contrapõe ao cristianismo verdadeiro. A festa carnavalesca é culto imerecido ao falso deus Momo que constitui ofensa à pessoa do Deus vivo Criador e verdadeiro.

O carnaval é pecado e a Bíblia diz que o pecado gera a morte: “O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6.23). E no capítulo 8 e verso 6 de Romanos Paulo diz: “Portanto a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz”. E no verso 13 Paulo continua a dizer: “Porque se viverdes segundo a carne morrereis, mas se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”.

Deus não tem prazer na morte e condenação do pecador, mas que todos venham ao arrependimento, por isso Ele enviou Seu Filho Jesus, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele (Jo 3.17).

Andar segundo a carne é viver no caminho largo que conduz a perdição, mas andar segundo o Espírito é seguir a vida do Espírito Santo (Rm 8.13-14). Antes da conversão, o homem é carne que naturalmente satisfaz os desejos do coração dominado pelo pecado. Mas quando o Espírito entra e habita no coração do crente, Ele luta contra esses apetites, produzindo em seu lugar o novo fruto que é, nada mais, nada menos, que as qualidades e atributos de Cristo (Gl 5.22-3).

O EVANGELHO PROPAGA-SE ETRE OS GENTIOS

TEXTO ÁUREO
“E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios..” (At 9.15,16).
- Era difícil para judeus rigorosos, que não haviam recebido a mesma visão que Pedro (At 11.5), entender que Deus não faz acepção de pessoas; nas próprias palavras de Paulo: ‘ Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem e mulher, porque todos sois um só em Cristo Jesus. (Gl 3, 27-28)’ . Os seis irmãos que acompanharam Pedro até a casa de Cornélio puderam observar que ‘também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida’ (At 11.12,13). Era a vontade de Deus salvar tanto judeus quanto gentios.
VERDADE PRÁTICA Deus não faz acepção de pessoas, de nações ou de raças. É da vontade do Senhor que o Evangelho de Jesus Cristo, seu Filho, seja anunciado a todos os povos.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Atos 10.44-48; 11.15-18
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Conhecer a origem dos gentios no Antigo Testamento;
- Explicar a missão e a salvação entre os gentios nos Evangelho e nos Atos dos apóstolos, e
- Conscientizar-se que judeus e gentios formam a Igreja mediante a cruz.
PALAVRA-CHAVE GENTIO: – Todo aquele nascido fora da comunidade de Israel, e estranho às alianças que o Senhor Deus estabeleceu com o seu povo.
COMENTÁRIO
(I. INTRODUÇÃO)
O livro de Atos segue a estratégia traçada em 1.8: ‘e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra’. O testemunho de Jerusalém no capítulo 2 apresenta, numa visão micro, o ministério mundial de Deus: os ‘judeus… de todas as nações’ (2.5) que ouviram e creram carregaram a mensagem para bem longe. No restante de Atos, as boas-novas se espalham por toda Jerusalém (3.1-8.1), Judéia, Samaria e Antioquia da Síria (8.1-12-25) e aos confins da terra (13.1-28.31). A salvação não apenas uma possibilidade, mas certeza absoluta. E ‘o que vem a mim’ (Jo 6.37-40; 10.14-18; 17.19) ‘de modo nenhum o lançarei fora’. A obra salvífica de Cristo não está restrita à um povo ou época, porém aplica-se aos eleitos de todas as épocas e lugares. Permanece
verdadeiro que aquele que recebe-O pela fé não morrerá, mas viverá na presença de Deus eternamente. Uma excelente e abençoada aula!
(II. DESENVOLVIMENTO)
I. OS GENTIOS NO ANTIGO TESTAMENTO
Gênesis 1.26-28 narra a respeito da criação dos seres humanos oferecendo os pormenores mais específicos a respeito dessa criação e do seu meio-ambiente. Tanto o homem quanto a mulher foi uma criação especial de Deus, não um produto da evolução (Mt 19.4; Mc 10.6). O homem e a mulher, igualmente, criados à imagem e semelhança de Deus, podiam comunicar-se com e ter comunhão com Ele expressando de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles tinham semelhança moral com Deus, pois não tinham pecado, eram santos, tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o que era certo (Ef 4.24). Ao desviarem-se da vontade de Deus para suas vidas, sua semelhança moral com Deus foi desvirtuada (Gn 6.5). Nos dias de Noé, o pecado abertamente se manifestava no ser humano na concupiscência carnal e pela violência (Gn 6.2,11,12). Deus se revela, já nestes primeiros capítulos da Bíblia, como um Deus pessoal para com o ser humano, e que é passível de sentir emoção, desagrado e reação contra o pecado deliberado e a rebelião da humanidade. Quando se fala sobre o ‘arrependimento de Deus’, isso significa que, por causa do trágico pecado da raça humana, Deus mudou a sua disposição para com as pessoas; sua atitude de misericórdia e de longanimidade passou à atitude de juízo. A existência de Deus, o seu caráter e seus eternos propósitos traçados, permanecem imutáveis (1Sm 15.29; Tg 1.17), porém, Ele pode alterar seu tratamento para com o homem, dependendo da conduta deste. Deus altera, sim, seus sentimentos, atitudes, atos e intenções, conforme as pessoas agem diante da sua vontade (Êx 32.14; 2 Sm 24.16; Jr 18.7-10; 26.3,13,19; Ez 18.4-28; Jn 3.8-10). O dilúvio foi o castigo divino universal sobre um mundo corrompido, ímpio e impenitente. Pedro refere-se a esse evento histórico para relembrar a seus leitores que Deus outra vez julgará o mundo inteiro no fim dos tempos, mas agora por fogo (2Pe 3.10). Tal julgamento resultou no derramamento da ira de Deus sobre a humanidade ímpia, como nunca houve antes na história. Há um intenso clamor de Deus aos crentes – assim como Ele fez com Noé na antiguidade – para avisarem e instar com os homens para que se arrependam dos seus pecados, e se voltem para Deus por meio de Cristo, e assim sejam salvos.
1. Um novo começo com Noé. Por 150 dias Noé teve sua fé provada, pois ele não tinha a mínima idéia de quando as águas baixariam, nem de quando Deus interviria naquela situação novamente. E então Deus agiu, em virtude do seu amor para com Noé e sua família. Os filhos de Noé repovoam a terra e não demorou muito PA insurgirem outra vez contra o Senhor; o pecado do povo na terra de Sinar foi a ambição de dominar o mundo e dirigir o seu próprio destino, à parte de Deus, através da união política centralizada, poder e grandes conquistas. Esse desígnio era fruto do orgulho e rebeldia contra Deus. Deus frustrou o propósito deles, multiplicando idiomas em seu meio, de tal maneira que não podiam comunicar-se entre si. Nesse tempo, a raça humana deixando a Deus, voltou-se para a idolatria, a feitiçaria e a astrologia (Is 47.12; ver Êx 22.18; Dt 18.10). Deus expõe a verdade a respeito da corrupção e depravação da natureza humana: a tendência ao mal é congênita em cada um, isto é, vem com o nascimento e manifesta-se bem cedo, desde a infância (Rm 3.10-18). [1].
2. A exclusividade dos descendentes de Abraão (Gn 15.5,6). A escolha do povo judeu tinha um fim, que era servir de luz para os gentios (Isaías 49.1-6). Os gentios também estavam incluídos na promessa (Is 2.2-4; Am 9.12; Zc 9.7). A chamada de Abrão conforme a narrativa de Gênesis 12 dá início a um novo capítulo na revelação do AT sobre o propósito divino de redimir e salvar a raça humana. A intenção de Deus era que houvesse um homem que o conhecesse e o servisse e guardasse os seus caminhos. De vital importância na chamada de Abrão foi o propósito de Deus para que ele fosse um líder espiritual em casa e ensinasse a seus filhos o caminho do Senhor. Dessa família surgiria uma nação escolhida, de pessoas que se separassem das práticas ímpias doutras nações, para fazerem a vontade de Deus. Dessa nação viria Jesus Cristo, o Salvador do mundo, o prometido descendente da mulher (ver 3.15; Gl 3.8,16,18) [2]. A eleição dos filhos de Abraão como o povo de Deus fez de Israel a possessão preciosa do próprio Deus (Dt 4.10; Am 3.2; 9.7). Essa eleição trouxe certo orgulho aos israelitas os quais passaram a chamar as demais nações pelo termo pejorativo ‘gôyim’. [O termo ‘gentio’ deriva do termo Latim ‘gens’ (significando ‘clã’ ou um ‘grupo de famílias’) e é muitas vezes usado no plural. Os tradutores bíblicos usaram esta palavra para designar coletivamente os povos e nações distintos do povo Israelita. De acordo com a linguagem do Novo Testamento, ao termo ‘gentio’ se contrapõe ‘judeu’; ou seja, todos os que não eram judeus na época de Jesus e nos tempos apostólicos eram considerados gentios (Is. 49.6; Rm 2.14; 3.29). Parece que já
naquele tempo havia algo de pejorativo nessa palavra, visto que a sua definição, segundo os dicionários, é: pagão, idólatra]. Em virtude do rito da circuncisão entre os judeus, os demais povos eram chamados de ‘incircuncisos’, numa evidente atitude de menosprezo. Em todas as sinagogas havia um local separado para os adoradores gentios. Com o mesmo sentido de gentio existe o termo Gôy (pl. gôyim). A escolha de Deus pelo povo judeu tinha um fim, que era servir de luz para os gentios (Is 49.1-6). Os gentios também estavam incluídos na promessa (Is 2.2-4; Am 9.12; Zc 9.7). Segundo comentário de John D. Davis (‘Dicionário da Bíblia’), a atitude dos hebreus faz lembrar a conduta dos brâmanes indianos que não queriam comer junto com os seus patrícios de classe inferior na sociedade, e ainda muito menos com aqueles que eram desclassificados, ou com os estrangeiros. Pedro, instruído pela visão que teve em Jope, rompeu com estas restrições, foi visitar Cornélio, que era gentio e comeu com ele, o que deu motivo a que os cristãos convertidos do judaísmo se escandalizassem (At 10. 28; 11.1vv). Paulo, em pé nos degraus da Torre Antonia, após a grande visão que teve no caminho para Damasco, declarou à multidão que Deus o havia comissionado para pregar aos gentios. Os judeus, ao ouvirem essas palavras, gritaram: ‘Tiremos este homem do mundo porque não convém que ele viva’ (At 22. 21, 22). Em tempos recentes, ambos os termos deixaram de ser bem vistos, preferindo-se muitas vezes usar a expressão ‘não-Judeu’ como substituto. Outras acepções: 1 – Quem segue o paganismo; 2 – Quê ou o que não é civilizado; 3- S. m. Pop. Grande porção de gente; (Dicionário Completo da Língua Portuguesa Folha da Tarde)
SINÓPSE DO TÓPICO (1)
A partir da eleição de Abraão, e sua descendência, as demais nações passaram a chamar-se goyim – gentios.
II. OS GENTIOS NO NOVO TESTAMENTO
O poder transformador da cruz faz surgir uma nova humanidade na qual ‘não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus’ (Gl 3.28,29). As boas-novas são que embora possa haver diferenças entre pessoas, gêneros, culturas, raças e nações, o propósito divino final é de levar todos os seres criados à unidade ‘em Cristo’ (Ef 1.10). Todas essas distinções, embora reais, são substituídas pela unidade que temos em Jesus.
1. Nos Evangelhos. O Messias foi enviado para levar a todas as nações os padrões da justiça divina, bem como os divinos princípios da verdade – Sua obra era de natureza missionária. Esta obra do Messias incluiu o concerto da salvação, para judeus e gentios igualmente. Esse novo concerto seria instituído pela morte do Messias (Jr 31.31-34; Hb 8.6-13; 9.15).
2. Nos Atos dos Apóstolos. Por três vezes Pedro recebeu visões de animais ritualmente impuros, e, em cada visão, uma voz celeste insistia para que ele os comesse, violando suas convicções judaicas. Essa tríplice visão tinha a intenção de mostrar a Pedro que Deus não faz acepção de pessoas e que ele deveria acompanhar prontamente os estranhos ao andar de baixo, para a residência de seu mestre gentio. Provavelmente Pedro não teria visitado a casa de Cornélio se Deus não tivesse se dirigido a ele tão diretamente [3].
3. Missão e salvação entre os gentios. Hoje, a humanidade está dividida em três grupos: judeus, gentio e Igreja (1Co 10.32). A salvação dos gentios estava no plano estabelecido por Deus. Portanto, não foi uma improvisação de última hora feita por Jesus e seus apóstolos. A mensagem de Gênesis 12.3: ‘Em ti serão benditas todas as famílias da terra’ era a promessa de Deus para salvar os povos (Gl 3.8), Isso está ainda mais claro no livro de Isaías: ‘As ilhas aguardarão a sua doutrina’ (42.4). Ou: ‘E, no seu nome, os gentios esperarão’, conforme a septuaginta citada em Mt 12.21. Isso também é visto em Os 1.10; 2.23, citado por Paulo em Rm 9.25,26. [4]. Cornélio foi o primeiro gentio a se converter a Cristo, foi nesse episódio que Pedro entendeu que o evangelho era para todas as nações e não apenas para os judeus.
SINÓPSE DO TÓPICO (2)
O Novo Testamento, através dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos, realça o amor de Deus não somente por Israel, mas por todos os povos.
III. JEDEUS E GENTIOS UNIDOS POR DEUS MEDIANTE A CRUZ
1. A Igreja de Deus. O plano de Deus para a presente era é tirar dentre todas as nações um povo para si, para o seu nome. Esse corpo de Cristo, constituído daqueles que largaram o presente sistema mundano, ora prepara-se na qualidade de noiva de Cristo (Ap 19.7,8). Antes do NT, os gentios foram
excluídos da cidadania na comunidade de Israel e eram estrangeiros para as promessas solenes de Deus. Não havia esperança e nenhuma capacidade para conhecer a presença de Deus no mundo. O calvário alcançou os crentes gentios que estavam alijados da presença de Deus e juntou aos judeus formando a Igreja. Não só foram alcançados e incluídos na Igreja como também foram feitos herdeiros com os patriarcas de todas as promessas de Deus. Em Efésios 3.4 Paulo fala do ‘mistério de Cristo’, oculto em Deus durante eras, e que agora se torna conhecido pela revelação dada mediante o Espírito aos apóstolos e profetas. O mistério é o propósito de Deus no sentido de ‘tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra’ (Ef 1.10) e incluir pessoas de todas as nações na promessa da vida eterna e da salvação (Rm 16.25,26; 2Tm 1.1). Dentre os judeus e as nações gentias, Deus criou ‘em Cristo’ um novo povo para Ele mesmo (Mt 16.18; Cl 1.24-28; 1 Pe 2.9,10).
2. Expansão da Igreja entre os gentios. Como resultado das quatro viagens missionárias de Paulo, surgiram as igrejas da Ásia e da Europa. A expansão do evangelho tem em Paulo o maior expoente, suas estratégias missionárias são ainda hoje o modelo para nós. Seu esforço ministerial centralizava-se nas missões. Optou por concentrar seus esforços nas áreas onde o evangelho não tinha sido pregado suficientemente e assim facultou àqueles que não tinham ouvido a oportunidade de aceitarem a Cristo (Rm 15.21).
SINÓPSE DO TÓPICO (3)
Mediante a cruz, judeus e gentios foram feitos um, dando assim origem à Igreja.
(III. CONCLUSÃO)
Nas palavras de Jesus, ‘o campo é o mundo’ (Mt 13.38), fica implícito o dever do crente de ser fiel e alcançar todo o mundo até que o Senhor volte para levar a sua igreja ao céu. Foi o próprio Cristo quem instituiu a obra missionária como uma tarefa santa e obrigatória da igreja. Missões é um tema prioritário, tanto no Antigo como no Novo Testamento (Gn 22.18; 1 Rs 8.41-43; Sl 72.8-11; Is 2.3, 45.22-25; Mt 28.19; At 1.8, 28.28; Ef 2.14-18).
APLICAÇÃO PESSOAL
O termo Ekklesia no NT, designa principalmente o conjunto do povo de Deus em Cristo, que se reúne como cidadãos do reino de Deus (Ef 2.19), com o propósito de adorar a Deus. Ele não faz acepção de pessoas. Desde a conversão de Cornélio, o Evangelho é pregado maciçamente a todas as nações. Multidões de gentios têm aceitado a mensagem do Evangelho. Nosso Deus é imutável, o conceito de missões permanece o mesmo da época dos apóstolos. Se estamos vivenciando certa decadência nessa obra, a culpa é inteiramente nossa. Esta lição deve despertar-nos para a necessidade e recuperar o tempo perdido, orando mais, contribuindo mais, evangelizado mais. Aprendamos com Paulo as estratégias para missões com sucesso, sua defesa no areópago é bela lição de como evangelizar um povo entregue à idolatria.
N’Ele, que me garante: “Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),

Francisco A Barbosa
auxilioaomestre@bol.com.br

NOTAS BIBLIOGRAFICAS
[1]. STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD; Adaptado da nota textual de Gn 11.14;
[2]. STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD; Adaptado da nota textual de Gn 18.19;
[3]. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, SBB. Adaptado da nota textual de At 10.11-17;
[4]. Lições Bíblicas 3º Trim 1996 – Jovens e Adultos: Atos – O padrão para a Igreja da última hora. Lição 9, pp. 62;
Lições Bíblicas 1º Trim 2011 – Livro do Mestre, CPAD, Atos dos Apóstolos – Até aos confins da terra;
Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001;
Bíblia de estudos de Genebra. Trad. de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.

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Leia também:

* Fazendo discípulos em Jerusalém e mais além
* Qual a Evidência do Batismo no Espírito Santo?
* Cornélio, O Primeiro Gentio Salvo
* O Evangelho de Lucas
* A Parábola da Grande Ceia

Como Deus criou o Amigo (a)

observando o homem,
percebeu que ele além da esposa,
dos pais e dos filhos
precisava de mais alguém
para completar a sua felicidade
e então Ele resolveu

E para isso
Ele resolveu juntar algumas boas qualidades
para formar esta pessoa muito especial.

Ele juntou a paciência,
a compreensão,
o carinho,
que são típicos da mãe.

Colocou um pouco de determinação,
de força,
de decisão,
tirados do pai.

E percebendo
que ainda faltava alguma coisa,
misturou a tudo isso
a pureza,
a espontaneidade,
a alegria,
a irreverência
e a sinceridade das crianças.

Para dar o retoque final
Ele acrescentou a paciência,
e a moderação dos avós.

Disso tudo surgiu
um alguém muito especial,
importante e fundamental
na vida de todos nós.

E de toda essa mistura de boas qualidades
e de tudo que é bom,
surgiu você meu querido amigo(a).

Desiderata

Qualquer que seja a religião que te ensinaram,
Qualquer que seja a forma pela qual tenhas sido criado,
Qualquer que seja a forma como tenhas compreendido teus mestres,
Nesses níveis compreenderá esta mensagem.
Não basta acreditar nela, deve ser vivida.

A essência da Religião Universal é Paz e Verdade,
O amor e a bondade para com todas as criaturas da terra.
É o momento de expressar essa essência em tua própria vida.

Deve estabelecer-se um começo
E o lugar para começar está em ti mesmo.

Vais reformar o mundo
Começa contigo mesmo.

A mensagem de um reformador não reformado
Raras vezes poderá inspirar uma reforma.

O coração de toda religião é o Amor e a Retidão
Que é o Amor em Ação
É a realização da religião.

Ama não sómente a família e os amigos,
Porque o amor limitado é Amor negado.

Busca a paz dentro de ti mesmo
e busca também o divino alento da vida.

Persiste nisso!

Não abandones esse propósito nem por um momento.

Através de teus atos modelas tua vida
E ajudas a modelar a vida dos outros.

Que responsabilidade!

O espírito encontra em ti seu agente e também seu companheiro.

E na medida que tomes consciência e atues de acordo com isso,
Tua vida se enriquece.

Ocorrerá em ti uma revelação...

Maior que teus sonhos mais exaltados.

Aproxima-se a nova era e nela estará a Igreja de todos.

Desaparecerão as diferenças entre as distintas religiões.
Fundir-se-a o bem que existe em cada uma delas

E será comum a toda a humanidade.

Compreenda que tens o poder de eleger!

Eleger o Amor e não o Ódio,
Eleger a Bondade e não a Violência,
Eleger a Piedade e não a Maldade.

Atreve-te a crer que logo chegará o reino de Amor e Paz!

Prepara-te para ele!

A bondade te abrirá a porta
E mais além da porta está o Amor.

Que o poder divino penetre em todos os aspectos de tua vida,
Dotando-a com as recompensas das conquistas materias,
Com os tesouros de uma existencia útil,
E a luz eterna das Aquisições Espirituais.