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Lição 6 – A Abrangência Universal da Salvação

Classe: Adultos
Lições Bíblicas: CPAD
Trimestre: 4° de 2017 – 5 de Novembro de 2017
TEXTO ÁUREO
"Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele." (Jo 3.17)
VERDADE PRÁTICA
A salvação em Jesus Cristo é de abrangendo universal, pois os que o aceitarem, em todo tempo e lugar, serão salvos pela graça de Deus.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gl 5.1: Cristo nos libertou da escravidão do pecado
Terça - Hb 9.28 Cristo ofereceu-se para, de uma única vez, tirar o pecado do mundo
Quarta-  2 Co 5.20: Somos embaixadores da parte de Cristo nesta Nova Aliança
Quinta - Fp 3.20,21: Cristo transformará o nosso corpo de humilhação conforme seu Corpo glorioso
Sexta - Hb 10.16-18: Cristo perdoa todos nossos pecados
Sábado - Rm 8.1,2: Não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 3.16-18; 1Timóteo 2.5,6
João 3.16-18:
16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

1Timóteo 2.5,6:
5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
6 O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.
HINOS SUGERIDOS: 220, 287, 305 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Mostrar que a salvação em Jesus Cristo é de abrangência universal.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.
I - Explicar o que é a obra expiatória de Cristo;
II- Discutir a respeito do alcance da obra expiatória de Cristo;
III- Apontar que Cristo oferece salvação a todos.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado (a) professor (a), na lição deste domingo veremos que a salvação em Jesus Cristo é de abrangência universal. Deus ama todos, independente de raça, cor ou classe social. Ele ama todos os povos e deseja que todos se salvem mediante a fé no sacrifício do seu Filho Unigênito. Não podemos concordar com a predestinação, pois as Escrituras Sagradas não mostram que somente, alguns foram criados para usufruir da vida eterna, enquanto outros, predestinados, serão lançados no lago de fogo. Contudo, sabemos que Deus concedeu ao homem o livre-arbítrio e nossas escolhas vão influenciar o nosso destino eterno. O próprio Salvador, Jesus Cristo, afirma que quem crer e for batizado s será salvo, mas quem não crer será condenado (Mc 16.16).
PONTO CENTRAL
A salvação em Jesus Cristo é de abrangência universal.

INTRODUÇÃO

A salvação em Cristo alcança a todos (Jo 3.16). É tão eficaz que foi completada de uma vez por todas pelo "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29). Somente por intermédio de um Cordeiro tão perfeito, de um sacrifício tão completo e de um Deus tão amoroso se poderia realizar essa obra de maneira a raiar a luz para os que estavam em trevas (Mt 4.16).

l - O QUE É A OBRA EXPIATÓRIA DE CRISTO?1. A necessidade de expiação.
Com o termo "expiação", nos referimos ao ato de remir uma pessoa de um crime ou falta cometida. Foi isso que aconteceu conosco por intermédio da obra expiatória de Cristo. Esta se tornou necessária porque o pecado atingiu a humanidade e a criação, de modo que o ser humano não consegue resolver esse problema por si mesmo. Nesse contexto, a obra expiatória de Cristo se expressa por meio do padecimento de cruz para aniquilar o poder do pecado sobre o ser humano (Rm 5.20,21). Foi na cruz do Calvário o lugar em que se deu o sacrifício expiatório de Cristo, substituindo o pecador pelo justo Cordeiro de Deus que pagou em nosso lugar e, para sempre, a dívida do nosso pecado (Is 53). Esse ato é a suprema expressão do amor do Pai, por meio de Jesus Cristo, o seu Filho, para com todos os homens (Jo 3.16).

2. A abrangência do pecado.
As Escrituras mostram que todos pecaram e, que por isso, foram afastados da presença de Deus, passando a inclinar-se para o mal (Rm 3.23; SI 14.3; Mc 10.18; Ec 7.20). O problema do pecado é tão sério, e sua abrangência tão grande, que a Bíblia mostra que ele faz a separação entre o pecador e Deus (Is 59.2), impedindo as pessoas de serem salvas da ira divina (Hb 10.26,27). Assim também a natureza foi atingida pelo pecado, fazendo a Terra sofrer graves consequências naturais: degradação ambiental, poluição, destruições por causa da ganância (Gn 3.17-19; Rm 8.22). Por isso, a Terra geme, aguardando uma restauração plena por meio da redenção dos filhos de Deus (2 Pe 3.13; Rm 8.20,21) quando, enfim, o Senhor Jesus reinará para sempre.

3. A expiação de Cristo.
Como estudamos em lição anterior, os sacrifícios do Antigo Testamento apontavam para a obra expiatória de Cristo, em que uma vítima inocente morreria pelo verdadeiro culpado a fim de remir o pecado e a culpa dele. Enquanto os sacrifícios do Antigo Testamento apenas minimizavam a situação do pecador, a obra expiatória de Cristo resolve de uma vez por todas o grave problema do pecado (Rm 3.23-25).

SÍNTESE DO TÓPICO l
A obra expiatória de Jesus Cristo foi um ato de amor que nos redimiu de nossas faltas.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor (a), é importante que você, antes de explicar o que é a obra expiatória de Cristo, reflita, juntamente com seus alunos, a respeito da sua necessidade. Então, inicie o tópico fazendo as seguintes indagações: "Por que a obra expiatória de Cristo foi necessária?" "O que é a obra expiatória de Cristo?" Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Explique que a obra expiatória de Cristo foi necessária devido ao pecado de Adão e Eva contra Deus que afetou toda a criação, toda a humanidade (Rm 3.23). Deus é Santo e todo pecado provoca a sua ira e o seu juízo, por isso, a única solução para o pecado era, e é, a morte de Cristo na cruz. Quando falamos a respeito do sacrifício de Cristo na cruz, estamos nos referindo ao cancelamento pleno do pecado com base na justiça do Filho Unigênito de Deus. Estamos também nos referindo à restauração da comunhão do pecador com o Deus Santo mediante a sua graça.

II - O ALCANCE DA OBRA EXPIATÓRIA DE CRISTO
1. A impossibilidade humana.
Toda tentativa do homem de manter-se puro, sem pecado, e por esforço próprio, fracassou. Nesse sentido o sistema de sacrifícios foi apenas um vislumbre do que viria por intermédio da morte vicária de Cristo. As Escrituras mostram que a Lei é incapaz de justificar o homem diante de Deus (Rm 3.20; Cl 2.16,17), já que o ser humano não consegue resolver o problema grave do pecado, pois ele não pode mantê-lo oculto diante de Deus. Somente o Senhor Jesus pode resolver tal problema.

2. Cristo ocupou o lugar do pecador.
A expiação aponta para o grande amor de Cristo para com o pecador. Nosso Senhor supriu a necessidade de reconciliação do ser humano com o Pai de amor (Rm 5.8), que deu o seu Filho como oferta expiatória. Nesse sentido, a morte de Cristo é substitutiva, pois quem deveria morrer era o próprio homem (Rm 4.25), mas Cristo ocupou esse lugar (1Jo 2.2) e perdoou o pecador, destruindo o poder do pecado (1Pe 2.24). A morte vicária de Cristo na cruz representa a nossa morte (2 Co 5.14), pois foi esse sacrifício que nos resgatou da "maldição da lei, fazendo-se maldição por nós" (Gl 3.13).

3. Alcance universal da obra expiatória.
O alcance da obra expiatória operada por Cristo é universal, pois ela envolve todos os homens e o homem todo - espírito, alma e corpo - (1Ts 5.23), alcançando todo o mundo (Jo 3.16). Além disso, por meio da expiação de Cristo é garantida a redenção, a reconciliação, a justificação, a adoção e o perdão dos pecadores. Entretanto, convém destacar: essa tão grande salvação precisa ser aceita pela fé para se tornar efetiva (Ef 2.8).
SÍNTESE DO TÓPICO II
O alcance da obra expiatória operada por Cristo é universal.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
O Alcance da Obra Salvífica de Cristo
Há entre os cristãos uma diferença significativa de opiniões quanto à extensão da obra salvífica de Cristo. Por quem Ele morreu? Os evangélicos, de modo global, rejeitam a doutrina do universalismo absoluto (isto é, o amor divino não permitirá que nenhum ser humano ou mesmo o Diabo e os anjos caídos permaneçam eternamente separados dEle).
O universalismo postula que a obra salvífica de Cristo abrange todas as pessoas, sem exceção. Além dos textos bíblicos que demonstram ser a natureza de Deus de amor e de misericórdia, o versículo chave do universalismo é Atos 3.21, onde Pedro diz que Jesus deve permanecer no Céu 'até aos tempos da restauração de tudo'. Alguns entendem que a expressão grega apokastaseõs parttõn (restauração e todas as coisas) tem significado absoluto, ao invés de simplesmente 'todas as coisas, das quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas'. Embora as Escrituras realmente se refiram a uma restauração futura, não podemos, à luz dos ensinos bíblicos sobre o destino eterno dos seres humanos e dos anjos, usar este versículo para apoiar o universalismo. Fazer assim seria uma violência exegética contra o que a Bíblia tem a dizer deste assunto (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática; Uma perspectiva pentecostal 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 358).

Ill - CRISTO OFERECE SALVAÇÃO A TODO O MUNDO1. Perdão, libertação e cura.
O maior resultado da salvação operada por Jesus é o perdão dos pecados e a reconciliação do pecador com Deus. Ainda, por meio da salvação de Cristo, Deus se faz presente na cura dos enfermos (Mt 4.23), na ressurreição dos mortos (Jo 11.43,44), no anúncio do Evangelho aos pobres (Lc 4.18), na libertação do ser humano das várias opressões que o assolam (Lc 4.19), na chegada do Reino de Deus (Mt 10.7; Mc 1.15) e na vida eterna do salvo (Jo 6.47; Rm 1.16).

2. A salvação é para todo o mundo.
A Bíblia afirma que a salvação está ao alcance de todas as pessoas (Jo 3.15; l Tm 4.10), em qualquer circunstância (Lc 23.43) por meio da fé e do arrependimento de coração (At 15.9; Rm 3.28; 11.6), desde que confessem a Cristo como Salvador (Rm 10.9). Essa oferta de salvação é a evidência de que o Reino de Deus chegou aos corações das pessoas que outrora viviam cativas, cegas e oprimidas, mas que agora, para a glória de Deus, são livres por causa do evangelho da salvação (Is 61.1-4 cf. Lc 4.18,19).

3. A responsabilidade do cristão.
Há uma grande responsabilidade para os que foram alcançados pela salvação em Cristo. Uma das mais importantes é o compromisso de compartilhar o Evangelho por intermédio do "Ide" de Jesus (Mt 28.19). Isso significa evangelizar e discipular pessoas que participam do nosso círculo de contatos, sejam elas reais ou virtuais (At 5.42). Também comprometer-se com missões regionais ou mundiais, colaborando com as igrejas locais que sustentam os missionários (At 13.2). Bem como disponibilizar-se em favor de quem precisa de ajuda (Mt 19.21; Lc 14.13; 2 Co 9.9; Gl 2.10), expressando a "fome e a sede de justiça" (Mt 5.6). Essa é a missão social de quem foi alcançado pela salvação de Deus (At 2.42-47).

SÍNTESE DO TÓPICO III
A salvação em Jesus Cristo é oferecida a todos.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
O Perdão de Cristo
A doutrina do perdão, proeminente tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento, refere-se ao estado ou ao ato de perdão, remissão de pecados, ou à restauração de um relacionamento amigável. Central à doutrina do Antigo Testamento está o conceito de cobrir o pecado da vista de Deus, representado pela palavra heb. kapar. Isto é indicado pelas várias traduções da palavra tais como 'apaziguar', 'ser misericordioso', 'fazer reconciliação', e o uso mais proeminente na expressão 'fazer expiação', que ocorre 70 vezes na versão KJV em inglês. Em Levítico 4.20, ela é agrupada com uma outra palavra proeminente do Antigo Testamento empregada para perdão, com o significado de "enviar ou deixar partir'. Consequentemente, em Levítico 4.20 está declarado: 'O sacerdote por eles fará propiciação [de karpar], e lhes será perdoado [de salah] o pecado. Uma terceira palavra heb., na'as, ocorre frequentemente com a ideia de 'levantar' ou 'dispersar' o pecado.

[...] Fica claro que o perdão depende de um pagamento justo, de uma penalidade pelo pecado. Os sacrifícios do Antigo Testamento proporcionaram tipicamente e profeticamente uma expectativa do sacrifício final de Cristo. O perdão como um relacionamento entre Deus e o homem depende dos atributos divinos de justiça, amor e misericórdia, e é baseado na obra de Deus ao providenciar um sacrifício apropriado (Dicionário Bíblico Wycliffe 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1501).

CONCLUSÃO
A salvação que Cristo oferece é tão abrangente que, além de uma experiência espiritual primordial e libertadora da pessoa, traz consigo implicações de ordem cultural e social que vão muito além do indivíduo e se estendem por toda ordem de coisas criadas. Em Cristo, Deus ofereceu salvação a todo o mundo.

PARAREFLETIR
A respeito da abrangência universal da salvação, responda:

 O que significa expiação?
Com o termo "expiação", nos referimos ao ato de remir uma pessoa de um crime ou falta cometida.

 Qual a necessidade da obra expiatória de Cristo?
Esta se tornou necessária porque o pecado atingiu a humanidade e a cria­ção, de modo que o ser humano não consegue resolver esse problema por si mesmo.

 O esforço próprio torna o ser humano puro e sem pecados?
Toda tentativa do homem de manter-se puro, sem pecado, e por esforço próprio, fracassou. Nesse sentido o sistema de sacrifícios foi apenas um vislumbre do que viria por intermédio da morte vicária de Cristo.

 A salvaçãé universal?
O alcance da obra expiatória operada por Cristo é universal, pois ela envolve todos os homens e o homem todo, - espírito, alma e corpo - (1Ts 5.23), alcançando todo o mundo (Jo 3.16).

 Qual é a responsabilidade do cristão diante da salvação?
Há uma grande responsabilidade para os que foram alcançados pela salvação em Cristo. Uma das mais importantes é o compromisso de compartilhar o Evangelho por intermédio do "Ide" de Jesus (Mt 28.19).

SUBSÍDIO ADICIONAL
Fonte: Ensinador Cristão – n° 72
salvação em Cristo abrange poucas pessoas escolhidas por decreto de Deus ou qualquer ser humano que se arrepende de seus pecados e crê no Unigénito Filho do Pai?Esta lição retoma uma discussão de séculos, que no lugar de origem dela se encontra superada, mas floresceu aqui no Brasil. Em primeiro lugar é importante ressaltar que não podemos fazer da boa exposição teológica um campo de batalha e de agressões pessoais, pois quem se compreende tanto arminiano quanto calvinista herdarão o mesmo céu. Entretanto, é verdade que nós, os pentecostais, nos identificamos mais com a teologia clássica arminiana, que infelizmente, é desconhecida por muitos pentecostais.

Uma teologia que destaca o caráter amoroso e justo de Deus
Diferentemente do que muitos pensam a teologia arminiana não está centrada no livre-arbítrio, mas na ênfase ao caráter amoroso e justo de Deus. Segundo o teólogo Roger E. Olson, na obra Teologia Arminiana: Mitos e Realidades, a preocupação primária de Jacó Armínio foi o compromisso com a bondade de Deus, sendo Jesus Cristo a maior e melhor prova de que o caráter de Deus foi revelado nas Escrituras compassivo, misericordioso, amável e justo. Ora, a epístola de Paulo aos Colossensses diz que em Cristo "habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2.9). De modo que um dos Evangelhos narra essa mesma verdade da carta paulina, pronunciada e confirmada pelo próprio Senhor (Jo 12.44,45; cf; Jo 14.9-14). Por isso, como fez Roger Olson, pode-se arrematar sobre Armínio: "Sua teologia é cristocêntrica".
Uma teologia que destaca a vontade universal de Deus para a salvação

Baseado nessa compaixão, misericórdia, amor e justiça é que o plano salvífico de Deus, executado por Jesus Cristo, provê salvação a todo o ser humano. Em Jesus, Deus se mostra misericordioso, bondoso, amoroso e justo; logo, não haveria o porquê de o Pai enviar seu Filho, fazê-lo passar por todo processo de crucificação, morte e ressurreição, ordenando que os discípulos, após serem batizados no Espírito Santo, proclamassem o Evangelho a toda a criatura (Mc 16.15; cf. At 1.8). A partir dessa ordem, estava clara a intenção de Deus de salvar todos os seres humanos e, com base em sua bondade, amor e justiça, dá a oportunidade de ele rejeitar ou não a promessa bendita de Salvação. Aqui, o livre-arbítrio torna-se secundário, pois o que se destaca são o amor e a bondade de Deus. 

Lição 5 – A Obra Salvífica de Jesus Cristo

Classe: Adultos
Lições Bíblicas: CPAD
Trimestre: 4° de 2017 – 29 de Outubro de 2017
Reverberaçãowww.sub-ebd.blogspot.com
TEXTO ÁUREO
"E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito." (Jo 19.30)

VERDADE PRÁTICA
A obra salvífica de Cristo nos deu o privilégio de achegarmo-nos a Deus sem culpa e chamá-lo de "Pai".
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 27.29,30: Um evento de humilhação em nosso favor
Terça - Mt 27.39,40: Blasfemado por nossa causa
Quarta - Lc 23.34: O perdão imerecido, Jesus ofereceu na cruz
Quinta - Ef 2.13,14: Pelo sangue de Cristo nos aproximamos de Deus
Sexta - Rm 3.24: Fomos justificados mediante a obra salvífica de Cristo
Sábado - Gl 2.18-20: Fomos crucificados com Cristo: vivamos uma vida santa
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 19.23-30
23 Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura.
24 Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será. Para que se cumprisse a Escritura que diz: Repartiram entre si as minhas vestes, E sobre a minha vestidura lançaram sortes. Os soldados, pois, fizeram estas coisas.
25 E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena.
26 Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
27 Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
28 Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.
29 Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissope, lha chegaram à boca.
30 E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
OBJETIVO GERAL
Explicar que a obra salvífica de Cristo nos deu o privilégio de achegarmo-nos a Deus sem culpa e chamá-lo de Pai.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.
I - Apresentar o significado do sacrifício de Cristo;
II- Explicar como se deu a nossa reconciliação com Deus;
III- Discutir a respeito da redenção eterna.• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado (a) professor (a), o sacrifício de Jesus Cristo nos concedeu muitas dádivas, mas a maior delas é o privilégio de podermos nos achegar a Deus diretamente, sem um intermediário, o sacerdote, e sem a necessidade de que um animal inocente seja morto. Cristo é o cordeiro de Deus que veio ao mundo para morrer em nosso lugar e tirar o pecado do mundo (Jo 1.29). No Antigo Testamento, milhares de animais foram sacrificados afim de apagar os pecados dos homens, mas nenhum deles teve efeito permanente. Porém, o sacrifício do Cordeiro de Deus foi perfeito e único para o perdão dos nossos pecados. Ele foi completo e pode alcançar todos os que creem.
sacrifício do Cordeiro de Deus estabeleceu uma nova aliança com a humanidade caída. Uma aliança baseada não mais em ritos sacrificais, mas na sua graça, amor e misericórdia.
Estamos livres do poder do pecado mediante o sacrifício de Cristo, então vivamos em comunhão com o Pai de modo que seu nome seja glorificado.

INTRODUÇÃO
A obra salvífica de Cristo custou um alto preço ao nosso Senhor - seu próprio sangue derramado na cruz. Sua obra nos garante a salvação porque foi uma oferta completa, perfeita e definitiva. Por causa dessa entrega de amor, temos a garantia da vida eterna e, antecipadamente, podemos desfrutar, neste mundo, dos benefícios dessa salvação.     
l - O SACRIFÍCIO DE JESUS
1. O sacrifício completo.
Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29), pois nenhum outro sacrifício, tanto o de animais no Antigo Testamento quanto o de seres humanos na história das nações pagãs, com vistas a alcançar a salvação do homem, teve o êxito de apagar os pecados do passado, do presente e do futuro (Hb 10.1). Somente o sacrifício de Cristo foi completo nesse sentido (Hb 9.26; 10.10), a ponto de anular uma aliança antiga para inaugurar um novo tempo de relacionamento com Deus, estabelecendo uma aliança nova, superior e perfeita (Hb 8.6,7,13). Assim, o sistema de sacrifícios de animais e o arcabouço da Lei serviram como um guia para nos conduzir a Cristo (Gl 3.24).

2. O sacrifício meritório.
Na sociedade judaica do AT, desenvolveu-se uma ideia de mérito por intermédio do sistema de sacrifícios de animais. Bastava apresentar uma vítima inocente no Templo e a pessoa satisfazia a sua própria consciência. Entretanto, esse sistema mostrou-se antiquado e ineficiente (Hb 8.13). Com o advento da nova aliança, mediante o sacrifício vicário de Jesus Cristo, não há mais mérito pessoal, pois o mérito salvífico pertence única e exclusivamente a Cristo (Gl 2.21). Só Cristo é capaz de cobrir todo e qualquer pecado. Só Cristo é capaz de restabelecer a comunhão do pecador com Deus.

Logo, o único mérito aceito por Deus nesta nova aliança é o sacrifício vicário realizado definitivamente por Cristo Jesus (Hb 10.11,12).

3. O sacrifício remidor.
O pecado contradiz a bondade e a autoridade de Deus. Ele se impõe como dúvida sobre tudo quanto tem a ver com o Criador. Além de ser horrendo, o pecado faz separação entre o homem e Deus (Is 59.2). Como o pecado deteriora o ser humano, degenerando seu caráter, deformando nele a imagem divina, o sacrifício de Cristo aparece nas Escrituras como redenção para trazer de volta a integridade humana e restabelecer o caráter dele (2 Co 7.9,10; 2 Pé 3.9). Assim, Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo (2 Co 5.19), já que a humanidade foi criada para viver em comunhão com o Pai, em pleno relacionamento de dependência com o Criador (At 17.28).

SÍNTESE DO TÓPICO l
O sacrifício de Jesus foi completo, meritório e remidor.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
A Obra Salvífica de Cristo
O estudo da obra salvífica de Cristo deve começar pelo Antigo Testamento, onde descobrimos, nas ações e palavras divinas, a natureza redentora de Deus. Descobrimos tipos e predições específicos daquEle que estava para vir e do que Ele estava para fazer. Parte de nossas descobertas provém da terminologia empregada no Antigo Testamento para descrever a salvação, tanto a natural quanto a espiritual.
Qualquer um que tenha estudado o Antigo Testamento hebraico sabe quão rico é o seu vocabulário. Os escritores sagrados empregam várias palavras que fazem referência ao conceito geral de 'livramento' ou "salvação', seja no sentido natural, jurídico ou espiritual. O enfoque recai em dois verbosnatsal yasha. O primeiro ocorre 212 vezes, mas Deus revelou a Moisés ter descido para 'livrar' Israel das mãos dos egípcios (ÊX 3.8). Senaqueribe escreveu ao rei de Jerusalém: 'O Deus de Ezequias não livrará o seu povo das minhas mãos' (2 Cr 32.17). Frequentemente, o salmista implorava o salvamento divino (SI 22.21; 35.17; 69.14). O emprego do verbo indica haver em vista uma 'salvação' física, pessoal ou nacional" (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp. 335,336).

II - A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS PAI
1. O fim da inimizade.
A reconciliação com o Pai só foi possível porque o Filho nos resgatou, nos redimiu e libertou-nos do poder do pecado, promovendo assim, a nossa união com Deus (2 Co 5.18,19). Essa reconciliação foi necessária porque o nosso relacionamento com o Altíssimo estava rompido, visto que o homem pecador não pode ter comunhão com o Deus santo (Is 6.5). Por isso, para se voltar a Deus é necessária uma sincera conversão, por intermédio do Espírito Santo (Jo 16.8-11), para então, ocorrer a regeneração e a justificação do pecador pela fé em Cristo (Rm 5.1,2). Logo, todo esse processo de salvação para derrubar a inimizade que havia entre nós e Deus se deu por intermédio do sacrifício de Cristo que pôs fim a essa separação (Ef 2.13-16); eliminando, portanto, a causa da inimizade e abrindo-nos um novo e vivo caminho em direção ao Pai (Hb 10.20).

2. A eliminação da causa da inimizade.
O pecado é a causa da inimizade entre Deus e a humanidade (Is 59.1-3). Para que essa condição de culpado fosse eliminada da vida do ser humano, uma oferta de perdão paga por Cristo, no Calvário, foi necessária. Esse processo se materializa quando há conversão em nós e, então, passamos a ser novas criaturas livres do poder do pecado (2 Co 5.17; Rm 6.7-11). Embora seja verdade que não estamos livres de pecar (1Jo 1.8-10), pois ainda não fomos plenamente transformados (1Co 13.12; 1Ts 4.16,17), em Cristo, Deus nos vê como pessoas santas, reconciliadas e amigas dEle (Tg 2.23; Jo 15.15). Por isso, podemos lutar com ousadia contra a natureza humana pecaminosa que há em nós (Rm 6.12-14; Gl 5.16-26).

3. A vivificação.
Uma vez reconciliados com Deus, fomos vivificados por Ele quando estávamos mortos em ofensas e pecados (Ef 2.1,5; Rm 5.17), um estado espiritual de quem se encontra longe de Deus. Assim, o Espírito Santo operou em nós, produzindo vida espiritual como fonte transbordante, injetando em nós sede pela presença de Deus (5142.1,2; 63.1; 143.6), fazendo-nos uma fonte de água viva (Jo 4.10; 7.38), nos enviando para produzir muitos frutos no Reino de Deus (Jo 15.5; 20.21,22) e capacitando-nos para que todos conheçam a salvação em Cristo Jesus (Mt 5.20; Lc 4.19; At 5.42; 20.27; 1Co 9.16). Assim, a maior consequência da vivificação espiritual é a disposição de pregar o Evangelho (Mt 4.19,20 cf. At 2.1-13,37-47).

SÍNTESE DO TÓPICO II
A nossa reconciliação com o Pai é resultado direto do sacrifício de Jesus Cristo.SUBSÍDIO TEOLÓGICO
A Reconciliação com Deus Mediante o Sacrifício de Jesus Cristo
Diferente de outros termos bíblicos e teológicos, 'reconciliação' aparece em nosso vocabulário comum. É um termo tirado do âmbito social. Todo relacionamento interrompido clama por reconciliação. O Novo Testamento ensina com clareza que a obra salvífica de Cristo é um trabalho de reconciliação. Pela sua morte. Ele removeu todas as barreiras entre Deus e nós. O grupo de palavras empregado no Novo Testamento (gr. allassõ) ocorre raramente na Septuaginta e é incomum no Novo Testamento, até mesmo no sentido religioso. O verbo básico significa 'mudar', 'fazer uma coisa cessar e outra tomar o seu lugar'. O Novo Testamento emprega-o seis vezes, sem referência à doutrina da reconciliação (por exemplo, At 6.14). Somente Paulo dá conotação religiosa a esse grupo de palavras. O verbo katallassõ e o substantivo katallagê transmitem com exatidão a ideia de 'trocar' ou 'reconciliar', da maneira como se conciliam os livros contábeis. No Novo Testamento, o assunto em pauta é primariamente o relacionamento entre Deus e a humanidade. A obra reconciliadora de Cristo restaura-nos ao favor de Deus porque 'foi tirada a diferença entre os livros contábeis (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 355).

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Redenção
A palavra Redenção significa "Recurso capaz de salvar alguém de uma situação aflitiva'. [...] Jesus comprou-nos por um bom preço. Por causa da morte de Cristo, diante de qualquer exigência da Lei da justiça divina com respeito a todos os que creem em Jesus, Deus pode agora dizer:"... livra-os...já achei resgate' (Jó 33.24). Jesus subiu ao Gólgota para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo (Hb 9.26)." Leia mais em "A Santa Trindade: O Pai, o Filho e o Espirito Santo" de Eurico Bergsten, CPAD, p.65.

Ill - A REDENÇÃO ETERNA
1. O estado perdido do pecador.
O pecado normalmente é concebido como falha moral e ética, no sentido de errar o alvo proposto por Deus, mas o seu conceito vai muito além disso. As Escrituras revelam que o pecado é um estado de alienação (separação) diante de Deus e que as pessoas, ao não con­fessarem a Cristo como seu Senhor, são escravas do pecado (Rm 5.12; Jo 8.34). Essas pessoas estão presas e impossi­bilitadas de, por si mesmas, livrarem-se dele. Elas "alimentam" constantemente a perversão da imagem divina no Éden, procurando ídolos e desejos prejudiciais para si mesmas e os outros (Rm 1.22-25).

2. A redenção do pecador.
A re­dençãé o ato de remir, isto é, libertar, reabilitar, reparar e salvar algo ou alguém. Por meio de um valor pago em dinheiro adquire-se algo de novo; esse éo ato de resgatar, de tirar do poder alheio, de libertar do cativeiro. Na Bíblia, a redençãé a libertação de um escravo do jugo ou o livramento do mal mediante um resgate (Mt 20.28). O preço do resgate do ser humano foi altíssimo, pois custou a vida do Filho de Deus. Não haveria nada que pagasse o preço da desobediência de quem foi criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano. Só o Pai, median­te seu amor gracioso, poderia prover a remissão do pecador por intermédio de seu único Filho (Gl 3.13; 1Tm 2.5,6).

3. Uma redenção plena. A condi­ção de redimido não traz benefícios somente para o tempo presente, mas garantia de vida eterna, de morar para sempre com Cristo no paraíso celestial (Ap 19.9; Lc 23.43). Portanto, a redenção eterna promovida por meio do sacrifí­cio de Cristo extrapola as dimensões terrenas, temporais e espaciais da vida humana (1Co 15.19).

SÍNTESE DO TÓPICO III
A redenção eterna nos é oferecida por intermédio de Jesus Cristo.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
A Redenção
No Novo Testamento, Jesus é tanto o 'Resgatador' quanto o 'resgate'; os pecadores perdidos são os 'resgatados'. Ele declara que veio 'para dar a sua vida em resgate [gr. lutron] de muitos' (Mt 20.28; Mc 10.45). Era um 'livramento [gr. apolurõsis] efetivado mediante a morte de Cristo, que libertou da ira retributiva de Deus e da penalidade merecida do pecado'. Paulo liga nossa justificação e o perdão dos pecados à redenção que há em Cristo (Rm 3.24; Cl 1.14). Diz que Cristo 'para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção' (1Co 1.30). Diz, também que Cristo 'se deu a si mesmo com preço de redenção [gr. antilutron] por todos' (1Tm 2.6). O Novo Testamento demonstra claramente que Ele proporcionou a redenção mediante o seu sangue, pois era impossível que o sangue dos touros e dos bodes tirasse os pecados (Hb 10.4). Cristo nos comprou de volta para Deus, e o preço foi o seu sangue (Ap 5,9)" (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 357).

CONCLUSÃO
O alto preço do resgate pago por Cristo (Mc 10.45) em nosso favor leva-nos a glorificar a Deus em todas as dimensões da vida. Logo, por meio da evangelização, desejamos fazer com que milhares de pessoas tenham o privilégio de receber essa tão grande salvação.

PARA REFLETIR
A respeito da obra salvífica de Jesus Cristo, responda:
 Como podemos afirmar que o sacrifício de Jesus foi completo?
Nenhum outro sacrifício, tanto o de animais no AT quanto o de seres humanos na história das nações pagãs, com vistas a alcançar a salvação do homem, teve o êxito de apagar os pecados do passado, do presente e do futuro. So­mente o sacrifício de Cristo foi completo nesse sentido, a ponto de anular uma aliança antiga para inaugurar um novo tempo de relacionamento com Deus, estabelecendo uma aliança nova, superior e perfeita.

 Que ideia foi desenvolvida na sociedade judaica do AT?
Na sociedade judaica do AT, desenvolveu-se uma ideia de mérito por inter­médio do sistema de sacrifícios de animais. Bastava apresentar uma vítima inocente no Templo e a pessoa satisfazia a sua própria consciência.

 Por que foi necessária a nossa reconciliação com Deus?
Essa reconciliação foi necessária porque o nosso relacionamento com o Altíssimo estava rompido, visto que o homem pecador não pode ter comu­nhão com o Deus santo.

 Quando fomos vivificados por Deus?
Uma vez reconciliados com Deus, fomos vivificados por Ele quando estávamos mortos em ofensas e pecados, um estado espiritual de quem se encontra longe de Deus. Assim, o Espírito Santo operou em nós, produzindo vida espiritual como fonte transbordante, injetando em nós sede pela presença de Deus, fazendo-nos uma fonte de água viva, nos enviando para produzir muitos frutos no Reino de Deus e capacitando-nos para que todos conheçam a salvação em Cristo Jesus.

 O que é redenção?
A redençãé o ato de remir, isto é, libertar, reabilitar, reparar e salvar algo ou alguém.SUBSÍDIO ADICIONAL
Fonte: Ensinador Cristão – n° 72
Hoje, se podemos nos achegar a Deus e chamá-lo de "Pai" o mérito desse privilégio está na obra salvífica de Jesus Cristo. O sangue derramado pelo Filho na cruz foi o alto preço que nosso Senhor pagou no lugar de nossas transgressões para que, por intermédio de sua crucificação, morte e, posterior ressurreição, fôssemos justificados.
A obra salvífica de Cristo proveu reconciliação dos homens com Deus
"Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação." (2Co 5.19). Esse ministério de reconciliação do ser humano com Deus se deu por meio da obra salvífica e completa de Jesus Cristo. Aqui, é importante destacar que essa obra não é extensiva somente a um "grupo de eleitos" previamente selecionados por "decreto divino", condenando assim os demais seres humanos à perdição total. Não, a obra salvífica de Jesus Cristo é extensiva a todos os que se arrependerem e crerem no Unigénito de Deus. Desde sempre, a vontade do Pai é que "todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo". Assim, por meio de Jesus Cristo, o Pai dá oportunidade ao homem de arrepender-se dos seus pecados e de reconhecer Cristo Jesus como Senhor, Salvador e Rei.
A obra salvífica de Cristo proveu redenção para o pecador arrependido
Está no interior humano a impossibilidade de dar a segunda chance para quem cometeu uma falta gravíssima contra o outro. Quando falamos em falta gravíssima, referimo-nos, por exemplo, a uma pessoa que comete um assassinato contra a filha de um pai ou toma do outros bens de valor imaterial. Como achar normal que se exija do pai o perdão ao assassino de sua filha?
Ou que se perdoe a pessoa que deu um golpe que trará consequências irreparáveis?

Humanamente é muito difícil e, para muitos, é loucura! Essa é a situação do pecador diante de Deus, pois se fosse possível estar no lugar de Deus, qualquer pessoa diria que o mais justo era condenar o transgressor. Mas o Altíssimo, por intermédio do seu Filho, preferiu prover outro caminho: o do perdão. A redenção efetuada pelo nosso Senhor, por meio de sua obra salvífica, nos redimiu e constrangeu-nos a manifestarmos esse amor aos nossos semelhantes.Marcadores: