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Lição 8: O Início da Civilização Humana

Lições Bíblicas do 1° trimestre de 2020 - CPAD | Classe: Adultos

Texto Áureo
"E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu e teve a Enoque; e ele edificou uma cidade e chamou o nome da cidade pelo nome de seu filho Enoque." (Gn 4.17)

Verdade Prática
Uma das missões do ser humano é povoar a Terra, dominar os segredos da criação divina e fundar uma sociedade que venha a glorificar o nome de Deus.
Leitura diária
Segunda - Gn 4.1,2: O início da civilização
Terça - Gn 4.3-8: O primeiro conflito civilizacional
Quarta - Gn 4.9-15: Deus intervém na civilização
Quinta - Gn 4.16,17: A formação da primeira cidade
Sexta - Gn 4.19-24: Iniquidade e civilização
Sábado - Dt 28.1-6: A bênção na civilização
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 4.1-16
1- E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um varão.
2- E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
3- E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.
4- E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.

5- Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.
6- E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante?
7- Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás.
8- E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou.
9- E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?
10- E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.
11- E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão.
12      - Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e errante serás na terra.
13 - Então, disse Caim ao SENHOR: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada.
14 - Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e errante na terra, e será que todo aquele que me achar me matará.
15- O SENHOR, porém, disse-lhe: Portanto, qualquer que matar a Caim sete vezes será castigado. E pôs o SENHOR um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse.
16 - E saiu Caim de diante da face do SENHOR e habitou na terra de Node, da banda do oriente do Éden.

HINOS SUGERIDOS: 21, 126, 232

OBJETIVO GERAL
Esclarecer que Deus intervém na civilização humana.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I - Conceituar a origem da civilização humana;
II - Correlacionar civilização e conflito;
III - Demonstrar o Deus que intervém na civilização.
• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Não estamos sozinhos no mundo. O ser humano faz parte de uma família que teve origem em Deus. O livro do Gênesis diz: "E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a" (1.28a). De um casal, Deus planejou a raça humana. A ordem divina para "Frutificar" e "Multiplicar" demandava o ensejo de constituir uma civilização humana. Deus ordenou ao ser humano que se espalhasse pelo mundo. Hoje, segundo os dados do Banco Mundial em 2017, somos aproximadamente 7,53 bilhões de habitantes no mundo. China e índia são os países mais populosos da Terra, respectivamente: 1,413 e 1,350 bilhões.

PONTO CENTRAL
Fundar uma sociedade que glorifique a Deus é o que o Pai espera do homem.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a origem da civilização humana. E, para tanto, focaremos o capítulo quatro de Gênesis, pois é justamente, aí, que encontramos a primeira cidade construída pelo homem.

Em seguida, veremos por que a civilização é marcada por tantos conflitos, dissoluções e violência. Apesar de tudo, Deus jamais deixou de intervir nos negócios humanos: além de Criador, Ele é o Senhor de todas as coisas.

Concluindo a nossa aula, mostraremos que somente o Evangelho de Cristo pode redimir a civilização atual.

I- A ORIGEM DA CIVILIZAÇÃO HUMANA
Neste tópico, definiremos a civilização humana, realçaremos o casamento como a base da civilização e mostraremos o trabalho como o meio de sua subsistência. A civilização é um projeto de Deus.

1. Definindo a civilização.
Segundo o Dicionário Houaiss, civilização é o conjunto de aspectos peculiares à vida intelectual, artística, moral e material de uma época, de uma região, de um país ou de uma sociedade. Foi o que Adão e seus descendentes demonstraram logo após a Queda (Gn cap. 4).

Se Adão não tivesse pecado, haveria civilização? Sim, pois nessa hipótese, o processo civilizacional seria muito mais brilhante e proveitoso, porque o homem cumpriria, plenamente, a vontade de Deus quanto ao desenvolvimento de nosso planeta (Gn 1.26).

2. O casamento como base da civilização.
A civilização humana teve início quando Adão recebeu Eva como esposa (Gn 2.18-25). A partir daí, não somente a família, mas a nação, o povo e o Estado tornaram-se possíveis (Gn caps. 5 e 10).

Portanto, sem o casamento, cujo real modelo encontramos na Bíblia Sagrada, a civilização humana seria impossível. Aliás, até a própria Igreja de Cristo, apresentada como a sociedade perfeita, tem, no casamento bíblico, a sua base espiritual, moral e emocional (Ef 5.22-30).

3. A subsistência da civilização.
A Bíblia Sagrada apresenta o trabalho não como um fim em si mesmo, mas como um meio à subsistência humana (Sl 128.2; 2 Ts 3.10). Quer o homem tivesse pecado, quer não, não poderia escapar ao trabalho, pois o próprio Deus é apresentado por Jesus como um exemplo nessa área (Gn 2.1-3; Jo 5.17). Além disso, Deus criou Adão para governar o mundo, uma atividade que requer atenção e esforço concentrado (Gn 1.26-28).

Após a queda, o trabalho humano tornou-se um enfado, devido à enfermidade do planeta (Gn 3.19; Jo 5.7; Rm 8.19-22).

SÍNTESE DO TÓPICO I
A civilização humana é o conjunto de realizações espirituais, morais, sociais, materiais e econômicas da vida humana num lugar.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Quando falamos de civilização humana também referimo-nos ao empreendimento humano na história da humanidade. Suas realizações espirituais, culturais, políticas e econômicas. A ordenança de Deus - "Frutificai" e "Multiplicai" - pode ser traduzida por "criai" famílias, igrejas, escolas, nações etc. Nesse sentido, ao expor o conteúdo desse tópico, é importante pontuar as seguintes questões: Trabalhos como administrar negócios, lecionar em escolas, publicar jornais ou tocar em orquestras podem ser considerados atividades que glorificam a Deus? Qual a vocação de Deus para a minha vida?

A partir dessas pontuações, demonstre que tanto o nosso trabalho profissional quanto o da igreja local são vocações não excludentes, ou seja, que se originam do propósito inicial do Gênesis: "Frutificai" e "Multiplicai". Para aprofundar mais esse assunto, sugerimos a obra "Panorama do Pensamento Cristão", editora CPAD, págs.223-45.

II - CIVILIZAÇÃO E CONFLITO
Observemos, agora, como a inveja, o homicídio, a poligamia e a desordem social marcaram a civilização humana desde o início.

1. Caim e Abel.
Os primeiros filhos de Adão dedicaram-se à subsistência básica da civilização humana: a agricultura e a pecuária. Caim fez-se lavrador enquanto Abel, seu irmão, dedicou-se ao pastoreio (Gn 4.2). Sem ambas as atividades, a civilização torna-se inviável (Ec 5.9; 2 Cr 26.10).

Foi na convergência de ambas as atividades, que Caim, o agricultor, movido por uma inveja maligna, matou Abel, o pecuarista temente a Deus (Gn 4.8).

2. A cidade de Lameque.
Enoque (não confundir com o piedoso ancestral de Noé) foi o nome da primeira cidade fundada na terra. Estabelecida por Caim, logo após este haver assassinado Abel, a cidade de Enoque foi marcada pela violência e pela banalidade quanto à vida humana. Tanto é que Lameque, um dos netos de Caim, matou dois homens por motivos fúteis e, em seguida, celebrou o seu duplo homicídio com uma poesia (Gn 4.23,24).

Desde então, a violência vem sendo celebrada em poemas, crônicas, romances e filmes. Mas virá o tempo em que os homens não mais aprenderão a se matarem (Is 2.4).

3. A tecnologia.
Paralelamente à sua iniquidade, a civilização caimita, instalada na cidade de Enoque, experimentou grande progresso tecnológico, econômico e artístico. Havia, ali, fabricantes de tendas, criadores de gado, metalúrgicos e músicos (Gn 4.20-22).

Do texto bíblico, inferimos que havia mais progresso entre os filhos de Caim do que entre os de Sete. Por esse motivo, estes, seduzidos pela civilização daqueles, vieram a afastar-se Deus (Gn 6.1-3). A partir daí, a iniquidade alastrou-se de tal forma na terra, que o Senhor Deus decretou o juízo de toda aquela civilização.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Os diversos conflitos marcaram a história da civilização humana.
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
"A importância de Caim foi exaurida, e a linhagem de sua posteridade rebelde é incompletamente apresentada em forma genealógica abreviada. A esposa de Caim foi, implicitamente, uma irmã (Gn 5.4) que partiu com ele para o exílio. Caim começou a construir uma habitação fortalecida, uma cidade (17), e orgulhosamente a chamou de Enoque, o nome de seu primeiro filho. A procura de Caim e seus filhos por segurança estava simbolizada pela construção de muros pesados, a procriação de muitos filhos com esposas múltiplas e o poder de perícia profissional, do armamento e do ódio. O primeiro poema da Bíblia (23,24) serve de ilustração da amargura feroz que envenenou o espirito desses homens. O significado do versículo 23 é: 'Matei um homem [meramente] por me ferir e um jovem [só] por me golpear e me ferir' (BA). Alcançaram o pico da habilidade e realização, mas também se chafurdaram nas profundezas do mal" (Comentário Bíblico Beacon: Gênesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, p.44).

III- O DEUS QUE INTERVÉM NA CIVILIZAÇÃO
Criador e Senhor de todas as coisas, Deus tem direito de intervir tanto na biografia de cada um de nós, quanto na vida das nações e na própria civilização. Veremos, finalmente, que o Senhor Jesus é a única esperança à civilização humana.
1. A intervenção na biografia de cada homem.
Deus interveio diretamente, por exemplo, nas biografias de Adão, Caim e Enoque (Gn 3.9; 4.6; 5.24). Ele assim o faz, não apenas para disciplinar e punir, como também para recompensar aos seus servos (Hb 11.6).

Indiretamente, o Todo-Poderoso intervém através das autoridades por Ele constituídas (Gn 9.6; Rm 13.1-14).

Deus não se limitou a criar o Universo, nem nos abandonou após nos haver formado. Ele continua a observar atenta, justa e amorosamente todas as coisas (Gn 11.5; Sl 50.21; Pv 15.3). E, sempre que necessário, intervém. Se o Senhor não agisse assim, a civilização humana, como a conhecemos, não mais existiria.

2. A intervenção na história da civilização.
No período da História Sagrada, abrangendo o Antigo e o Novo Testamento, Deus interveio diretamente na civilização por ocasião do Dilúvio e da Torre de Babel (Gn 6.7; 11.5). E, desde então, vem o Senhor intervindo, na História, por intermédio de reinos e impérios, a fim de impor a sua vontade soberana aos rebeldes e apóstatas (Jr 21.7; Is 45.1,13).

Vê-se, pois, que a intervenção divina na civilização jamais foi interrompida. De Adão aos nossos dias, o Senhor sempre interveio na história humana. Doutra forma, a humanidade seria inviabilizada.

3. Jesus Cristo, a única esperança para a civilização humana.
Às vezes somos levados a pensar que o Senhor Jesus veio a este mundo apenas para salvar indivíduos. Todavia, o amor de Deus não se limita às biografias, porque Ele, amando o mundo de tal maneira, enviou o seu Unigênito para salvar a todos, inclusive a civilização e a História (Jo 3.16).

Na Grande Comissão, somos instados a evangelizar até aos confins da Terra, pois o Evangelho de Cristo redime tanto pessoas como povos e civilizações (Mt 28.18-20). Chegará o dia em que toda a Terra encher-se-á do conhecimento do Senhor (Is 11.2).

SÍNTESE DO TÓPICO III
Em Cristo, Deus continua a intervir na história humana.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
"Embora esta história seja popularmente conhecida como 'A História do Dilúvio', há poucos detalhes sobre o dilúvio em si. O foco principal está nas relações de Deus com o gênero humano, sobretudo com aqueles com quem Ele escolhe tratar diretamente, e nas respostas que dão às afirmações que Ele faz acerca deles. Noé é o personagem proeminente da história e sua obediência é de importância para o ato de salvação de Deus e não apenas para julgamento. [...] A palavra divina: O fim de toda carne é vindo perante a minha face (13), ressoou como toque de morte pela consciência de Noé. O fato de a terra estar cheia de violência não podia continuar sem controle. Deus tomou a decisão e estava pronto para passar à ação. A falta de lei do povo estava desenfreada, assim a punição tinha de ser drástica. O gênero humano e sua casa, a terra, seriam destruídos. A terra foi destruída no sentido de deixar de sustentar vida no decorrer da duração do dilúvio" (Comentário Bíblico Beacon: Gênesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, p.48).
CONCLUSÃO
A única esperança para a civilização humana é o Evangelho de Cristo. Por essa razão, proclamemos a Palavra de Deus a tempo e a fora de tempo, para que não venhamos a ser destruídos. Além do mais, o Senhor Jesus constrange-nos a salgar e a iluminar a nossa geração através de um testemunho eficaz: somente a Igreja de Cristo tem as propriedades do sal e da luz.

Que o nome de Cristo seja exaltado.

PARA REFLETIR
A respeito de "O Início da Civilização Humana", responda:

• O que é a civilização?
Segundo o Dicionário Houaiss, civilização é o conjunto de aspectos peculiares à vida intelectual, artística, moral e material de uma época, de uma região, de um país ou de uma sociedade.

• Qual é a base da civilização?
O casamento.

• Quais as características da civilização de Caim?
Paralelamente à sua iniquidade, a civilização caimita, instalada na cidade de Enoque, experimentou grande progresso tecnológico, econômico e artístico. Havia, ali, fabricantes de tendas, criadores de gado, metalúrgicos e músicos (Gn 4.20-22).

• Deus ainda intervém? Discorra sobre isso.

Sim. Deus não se limitou a criar o Universo, nem nos abandonou após nos haver formado. Ele continua a observar atenta, justa e amorosamente todas as coisas (Gn 11.5; Sl 50.21; Pv 153). E, sempre que necessário, intervém. Se o Senhor assim não agisse, a civilização humana, como a conhecemos, não mais existiria.

• Dé um exemplo de intervenção direta de Deus.
No período da História Sagrada, abrangendo o Antigo e o Novo Testamento, Deus interveio diretamente na civilização por ocasião do Dilúvio e da Torre de Babel (Gn 6.7; 11.5).

Lição 7: A Queda do Ser Humano


Lições Bíblicas do 1° trimestre de 2020 - CPAD | Classe: Adultos 

Texto Áureo
"Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram." (Rm 5.12)
Verdade Prática
Ao pecar contra Deus, o homem perdeu o completo domínio sobre a criação e tornou-se vulnerável à morte; em Cristo, porém, temos o Reino e a vida eterna.

Leitura diária
Segunda - Gn cap. 3: A história da queda
Terça - 2 Co 11.3: A estratégia de Satanás
Quarta -1 Tm 2.14:  Eva é enganada por Satanás
Quinta - Jo 8.44:  O Diabo é o pai da mentira
Sexta - Rm 5-12:  Adão, o responsável pela queda
Sábado - Rm 6.23: A consequência da queda

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 3.1-7
1 - Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
2 - E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
3 - mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.

4 - Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
5 - Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.
6 - E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.
7 - Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

HINOS SUGERIDOS: 192, 334, 471

OBJETIVO GERAL
Conscientizar acerca da gravidade da queda do ser humano.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
I - Relacionar o livre-arbítrio com a soberania divina;
II - Apresentar a Queda como um evento histórico e literal;
III - Pontuar as consequências da queda de Adão.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Alguma coisa deu muito errado com a natureza humana. A Palavra de Deus diz que isso aconteceu por meio do advento da Queda. A doutrina bíblica da queda humana é realista quanto à natureza humana. Ela testemunha a maldade no interior do homem. Essa maldade só pode ser removida por meio de Cristo Jesus. Assim, esse ensinamento é um antídoto para qualquer filosofia ou sistema de pensamento que tenta impor-se alegando que a natureza humana é boa e agradável. Pelo contrário, a Palavra de Deus mostra que o ser humano pode fazer as piores maldades, embora seja capaz de executar empreendimentos maravilhosos.

PONTO CENTRAL
A queda humana representou a perda do completo domínio do homem sobre a criação.

INTRODUÇÃO
Estudaremos, hoje, o capítulo mais trágico da História: a queda do ser humano. No transcorrer da aula, mostraremos que a narrativa do pecado de Adão e Eva, longe de ser uma parábola, foi um evento real, cuja literalidade não pode ser questionada, pois acha-se referendada em toda a Bíblia.

Inicialmente, examinaremos o livre-arbítrio e as suas implicações na experiência humana. Em seguida, averiguaremos a queda em si. E, depois, focaremos as consequências da rebelião adâmica. Trata-se, pois, de uma temática imprescindível ao estudo da doutrina do homem, conforme a encontramos na Bíblia Sagrada.

Que o Espirito Santo nos ilumine a compreender esta aula.

I - LIVRE-ARBÍTRIO DO SER HUMANO
Neste tópico, definiremos o livre-arbítrio. Em seguida, veremos o seu relacionamento com a soberania divina, e, finalmente, trataremos da responsabilidade humana frente às ordenanças divinas.

1. O livre-arbítrio.
É o dom que recebemos de Deus, através do qual podemos, desimpedidamente, escolher entre o bem e o mal (Dt 28.1; Js 24.15; 1 Rs 18.21; Hb 4.7). Sem o livre-arbítrio, não seríamos o que hoje somos: seres autônomos, conscientes da própria existência e de nosso lugar no Universo criado por Deus.

2. A soberania divina.
É o direito absoluto, irrestrito e inquestionável, que possui Deus sobre toda a sua criação (Êx 9.29; Dt 10.14; Sl 135.6). Portanto, o Senhor age como lhe aprouver. Em suas mãos, somos o barro; Ele, o soberano oleiro (Jr 18.6). Não nos cabe questionar a soberania do Todo-Poderoso (Rm 9.20). Ele é Deus e Senhor!

Não devemos, por outro lado, ver a soberania divina como algo despótico e tirânico, porquanto todas as ações de Deus são fundamentadas em seu amor, justiça e sabedoria. O que Ele faz agora só viremos a compreender mais à frente (Jo 13.7). Descansemos, pois, na vontade divina (Sl 37.5).

3. A responsabilidade humana.
Entre o livre-arbítrio e a soberania divina encontra-se a nossa responsabilidade (Jr 35.13). Não resta dúvida de que Deus permite-nos o direito de obedecer-lhe ou nãos aos mandamentos (Dt 11.13). Todavia, Ele nos chamará, um dia, a prestar contas quanto às nossas escolhas (Ec 11.9; 12.14). O Juízo Final não é ficção; é a realidade que aguarda a espécie humana na consumação de todas as coisas (Ap 20.11-15).

SÍNTESE DO TÓPICO I
Entre o livre arbítrio e a soberania divina encontra-se a nossa responsabilidade humana.
SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
A soberania de Deus anula a responsabilidade humana? A soberania de Deus e o livre-arbítrio são excludentes? Estas são perguntas que você pode fazer para introduzir este tópico. A relação entre soberania divina e livre-arbítrio está presente nas Escrituras Sagradas. Para enriquecer a exposição deste primeiro tópico, consequentemente respondendo às perguntas acima elaboradas, leve em conta o seguinte fragmento textual: "Há os que perguntam, por exemplo, como pode Deus saber quem há de se perder, e mesmo assim, permitir que os tais se percam. 0 conhecimento prévio de Deus, porém, não predetermina as escolhas individuais, porquanto Ele respeita nosso arbítrio. Em Efésios 1.3-14, temos o esboço da história predeterminada do mundo. Mas esse vislumbre da predestinação do Universo não elimina as 'ilhas da liberdade' que Deus nos reservou, pois Ele nos fez indivíduos e livres. Ele permite que as pessoas escolham o próprio destino; Céu ou inferno" (MENZIES, William W. (Ed.). Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.41).

ll – A QUEDA, UM EVENTO HISTÓRICO E LITERAL

A apostasia de Adão e Eva deu-se em consequência do conflito entre o livre-arbítrio humano e a soberania divina. Nesse episódio, houve a possibilidade da queda, a realidade da tentação e a historicidade da queda.

1. A possibilidade da queda.
Em sua inquestionável soberania, Deus criou Adão e Eva livres, permitindo-lhes o direito de obedecê-lo ou não. Todavia, a ordem do Senhor, concernente à árvore da ciência do bem e do mal, era bastante clara (Gn 2.16,17). Se eles optassem por ignorá-la, teriam de arcar com as consequências de seu ato: a morte espiritual seguida da morte física.

2. A realidade da tentação.
Ao ser tentada pela serpente, Eva deixou-se enganar pela velha e bem arquitetada mentira de Satanás - a possibilidade de o homem vir a ser um deus (Gn 3.1-6; 2 Co 11.3). No instante seguinte, Adão e Eva pecaram contra Deus (1 Tm 2.14). Tendo em vista a representatividade de Adão, foi ele responsabilizado pela entrada do pecado no mundo (Rm 5.12).

3. A historicidade da queda.
A narrativa da queda do ser humano tem de ser acolhida de forma literal, pois o livro de Gênesis não é uma coleção de parábolas mitológicas, mas um relato histórico confiável (2 Co 11.3; Rm 15.4). Tratemos, com temor e tremor, a Bíblia Sagrada - a inspirada, inerrante, infalível e completa Palavra de Deus.

SÍNTESE DO TÓPICO II
No episódio da Queda humana houve a possibilidade da queda, a realidade da tentação e a historicidade da queda.

SUBSÍDIO-TEOLÓGICO
“Um erro comum é considerar o pecado substância. Mas se o pecado fosse uma substância ou coisa, então, sem dúvida, teria sido criado por Deus, e, assim sendo, seria essencialmente bom. Mestres cristãos, através dos séculos, em vista do ódio de Deus contra o pecado na Bíblia como um todo, têm rejeitado a ideia de que o pecado tenha sua origem em Deus. Embora o pecado não seja uma substância, não significa que seja destituído de realidade. As trevas são a ausência da luz. Embora o pecado e o mal sejam, algumas vezes, comparados com as trevas, eles são mais que a mera ausência do bem. O pecado também é mais que um defeito. É uma força ativa, perniciosa e destruidora" (MENZIES, William W. (Ed.). Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.73).

Ill - AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA DE ADÃO

Devido à sua rebelião contra o Senhor, a raça humana teve de arcar com pesados encargos: a consciência do pecado, a perda da comunhão com Deus, a transmissão do pecado às gerações subsequentes, a enfermidade da terra e, finalmente, a morte física.

1. A consciência do pecado.
Ao tentar a mulher, a antiga serpente prometeu-lhe a onisciência divina, mas o que os nossos pais herdaram foi uma consciência pecaminosa geradora de obras mortas (Gn 3.1-6; Tt 1.15; Hb 9.14). O pecado leva-nos a perder o brilho do rosto e o vigor físico (Sl 31.10; Sl 32.3). Eis porque o homem precisa nascer da água e do Espírito (Jo 3.5).

2. A perda da comunhão com Deus.
Em consequência de seu pecado, Adão e Eva foram expulsos da presença de Deus (Gn 3.23,24). De agora em diante, não poderiam mais viver no jardim do Éden, onde, diariamente, conversavam com o Senhor (Gn 3.8). Mas, apesar de haverem ofendido a Deus, continuaram a ser alvo de seu imenso, eterno e infinito amor (Jo 3.16).

Desde a queda, o ser humano, para reatar a comunhão com Deus, tem de aproximar-se dele pela fé (Hb 11.6). Nesse retorno, não estamos sós. Jesus Cristo é o nosso medianeiro eficaz (Rm 5.1). Ele é o Verdadeiro Deus e o Verdadeiro Homem (1 Tm 2.5).

3. A transmissão do pecado à espécie humana.
Sendo Adão o pai de toda a raça humana, o seu pecado acabou por alcançar a todos os homens (Rm 3.23; 5.12). Aquilo que chamamos de “pecado original" contaminou universalmente a humanidade. Até mesmo o recém-nascido já traz consigo essa semente (Sl 51.5). Embora a criança, na fase da inocência, não tenha a experiência do pecado, a iniquidade adâmica acha-se impregnada em seu interior, prestes a ser despertada. Somente em Cristo podemos vencer tanto o pecado original como o experimental (1 Jo 1.7).

Muitas crianças são recolhidas por Deus, na fase de inocência, apesar da iniquidade dos pais (1 Rs 14.13). Entre os que morreram sem a experiência do pecado acham-se os inocentes assassinados por Herodes (Mt 2.16).

4. A enfermidade da Terra.
Por causa do pecado de Adão, até a própria Terra adoeceu. Expulso do Éden, Adão teria de trabalhar, com redobrado esforço, a fim de prover o seu sustento cotidiano (Gn 3.17). Desde então o nosso planeta vem sofrendo com fomes, tremores de terra e inundações (Mt 24.7).

Em sua Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo descreve a Terra como que gemendo por causa das expectativas quanto às últimas coisas (Rm 8.22). Mas, quando o Reino de Deus manifestar-se, logo após a Grande Tribulação, o planeta será curado de todas as suas enfermidades (Is cap. 35).

5. A morte física.
O homem não foi criado para experimentar a morte física. Nesse sentido, podemos dizer que fomos criados imortalizáveis; com a possibilidade de viver indefinidamente (Gn 2.17). Não somente a eternidade, mas de igual modo a imortalidade, achavam-se no ser humano.

A morte é a mais triste consequência do pecado (Rm 6.23). Todavia, a pior morte que alguém pode experimentar é a separação eterna de Deus; a segunda morte (Ap 2.11; 20.6). Quanto a nós, os que já recebemos Jesus Cristo como o nosso Senhor e Salvador, a morte não terá efeito, porque Ele é a ressurreição e a vida (Jo 11.25).

SÍNTESE DO TÓPICO III
As consequências do pecado foram: a consciência do pecado, a perda da comunhão com Deus, a transmissão do pecado às gerações subsequentes, a enfermidade da terra e, finalmente, a morte física.

SUBSÍDIO-TEOLÓGICO
"O pecado de nossos primeiros pais teve diversas consequências. Eles entraram em estado de culpa. E não somente se tornaram cônscios de seu ato e da separação de Deus na qual haviam incorrido, mas sabiam que estavam sujeitos à penalidade atrelada ao mandamento de Deus, em caso de desobediência. Alguns, atualmente, confundem sentimento de culpa com a própria culpa. São crentes que aceitaram o perdão outorgado por Cristo, mas ainda conservam restos de sentimento de culpa. O sentimento de culpa resulta de uma consciência maculada. A própria culpa é a responsabilidade legal pelo erro praticado aos olhos de Deus, o que incorre em penalidade" (MENZIES, William W. (Ed.). Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.73).
CONCLUSÃO
Dois fatos marcam a doutrina do homem nas Sagradas Escrituras: a criação e a queda. À primeira vista, o pecado de Adão trouxe graves consequências a Criação. No entanto, Deus jamais foi surpreendido por qualquer fato. Ele não é um ser reativo, nem vive de improvisos. Nenhum processo, quer nos Céus, quer na Terra, jamais o surpreendeu, porquanto Ele é o Ser Supremo por excelência. Ele é o que é: o Deus bendito eternamente.

A fim de sanear o pecado do homem. Deus, em sua presciência, já havia separado o Imaculado Cordeiro, desde a fundação do mundo, para redimir-nos de todos os pecados (Ap 13.8).

PARA REFLETIR
A respeito de "A Queda do Ser Humano", responda:

•          O que é o livre-arbítrio?
É o dom que recebemos de Deus, através do qual podemos, desimpedidamente, escolher entre o bem e o mal.

•        Há alguma incompatibilidade entre o livre-arbítrio e a soberania divina?
Não, pois entre o livre-arbítrio e a soberania divina encontra-se a nossa responsabilidade (Jr 35.13).

•        O que está entre o livre-arbítrio e soberania divina?
A responsabilidade humana.

•        O homem foi criado imortalizável. Discorra sobre o assunto.
O homem não foi criado para experimentar a morte física. Nesse sentido, podemos dizer que fomos criados imortalizáveis; com a possibilidade de viver indefinidamente (Gn 2.17). Não somente a eternidade, mas de igual modo a imortalidade, achavam-se no ser humano.

•        Deus foi surpreendido pela queda do homem?
Deus jamais foi surpreendido por qualquer fato. Ele não é um ser reativo, nem vive de improvisos. Nenhum processo, quer nos Céus, quer na Terra, jamais o surpreendeu, porquanto Ele é o Ser Supremo por excelência.


Lição 6: A Sexualidade Humana

Lições Bíblicas do 1° trimestre de 2020 - CPAD | Classe: Adultos 

Texto Áureo
“Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no principio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne?" (Mt 19.4,5)

Verdade Prática
A sexualidade humana tem por objetivo a união do homem e da mulher, no casamento, a reprodução da espécie e a glorificação do Deus Criador.

Leitura diária
Segunda - Mt19.4: Deus criou apenas dois sexos: masculino e feminino
Terça - Gn 2.7: A criação do homem do pó da terra
Quarta - Gn 2.18: A solidão do homem: a falta da mulher
Quinta - Gn 2.21,22: A criação de Eva. a primeira mulher
Sexta - Gn 2.23: A formação do primeiro casal
Sábado - Sl 128: A plenitude da felicidade conjugal

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 19.1-12
1 - E aconteceu que, concluindo Jesus esses discursos, saiu da Calileia e dirigiu-se aos confins da Judeia, além do Jordão.
2 - E seguiram-no muitas gentes e curou-as ali.
3 - Então, chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
4 - Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no principio, o Criador os fez macho e fêmea
5 - e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne?
6- Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.

7 - Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la?
8 - Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao princípio, não foi assim.
9 - Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.
10 - Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar.
11 - Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido.
12 - Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do Reino dos céus. Quem pode receber isso, que o receba.

HINOS SUGERIDOS: 180, 295, 330

OBJETIVO GERAL
Mostrar que o sexo foi criado por Deus para ser desfrutado dentro do matrimônio.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
I - Conceituar a palavra sexo e enfatizar que Deus criou apenas dois sexos;
II – Elencar os objetivos da sexualidade humana;
III - Apontar as distorções da sexualidade.
 
• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Deus formou o homem e a mulher e constituiu o sexo para que ambos pudessem desfrutá-lo. Algumas questões ficam claras na criação original de Deus. Em primeiro lugar, o sexo foi criado para ser desfrutado entre um homem e uma mulher, pois os dois formam "um encaixe perfeito". É uma obviedade presente em Gênesis. Logo, qualquer relação humana que subverta essa obviedade defronta-se contra a originalidade divina. Em segundo, o sexo tem o objetivo biológico para a procriação, ou seja, a perpetuação da espécie humana; o objetivo recreativo entre homem e mulher no matrimônio; e, como em tudo em nossa vida, deve glorificar a Deus por ser o criador de tão belo presente. Nesta lição, esses pontos devem ser bem ressaltados e trabalhados a fim de que nossos irmãos e irmãs tenham uma vida abundante nessa importante área da vida.

PONTO CENTRAL
A sexualidade humana tem por objetivo a união do homem e da mulher.

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje, veremos o que a Bíblia ensina e prescreve acerca da sexualidade humana. Apesar de ser um assunto exaustivamente debatido, está sempre a gerar novas controvérsias. Por essa razão, recorreremos à Palavra de Deus, a fim de buscar o verdadeiro modelo quanto ao uso santo e decoroso do sexo.

Em primeiro lugar, constataremos que o sexo não é uma construção social, mas algo criado por Deus; um dom, cujos reais objetivos não podem ser ignorados. Em seguida, mostraremos as distorções e os pecados sexuais.

I - DEUS CRIOU APENAS DOIS SEXOS
Deus criou apenas dois sexos: o masculino e o feminino. Além dessa fronteira, só há pecado e abominação diante do Criador e Senhor de todas as coisas.

1. Definição de sexo.
O sexo pode ser definido, de acordo com o Dicionário Houaiss, como a "conformação física, orgânica, celular, particular que permite distinguir o homem e a mulher, atribuindo-lhes um papel específico na reprodução".

O ser humano é identificado por seu sexo logo ao nascer (Gn 4.1; 30.21).

Hoje, aliás, já se sabe o sexo da criança ainda em seu período de gestação. Logo, o sexo não é o resultado de uma engenharia social e política, como o querem os ideólogos do gênero.

Ou se nasce homem, ou se nasce mulher. É o que mostra a Bíblia Sagrada.

2. Deus criou o sexo.
Os anjos, desde que foram criados, continuam com o número de seu contingente inalterável; eles não se reproduzem sexualmente; foram chamados à existência duma só vez (Sl 33.6; Lc 20.34-36). No entanto, o ser humano propaga-se através da junção sexual (Gn 4.1). Logo, através de um só casal - Adão e Eva - vieram a existir todas as nações, línguas e povos que, hoje, conhecemos (At 17.26).

O sexo foi criado por Deus; não é invencionice humana. Quando desfrutado de acordo com as ordenanças divinas torna-se fonte de bênção ao esposo e à esposa.

3. Os dois sexos.
Ao criar o ser humano, o Senhor os fez macho e fêmea (Gn 1.26,27). Por conseguinte, há somente dois sexos: o masculino e o feminino. Ainda que alguém exteriormente transmude-se, jamais perderá a essência do sexo com que nasceu. O homossexualismo e outras práticas igualmente antibílicas jamais conseguirão mudar o que Deus criou.

SÍNTESE DO TÓPICO I
Ao criar o ser humano, o Criador estabeleceu apenas dois sexos: o masculino e o feminino.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Este primeiro tópico tem três sub-tópicos:
(1) Definição de sexo;
(2) Deus criou o sexo;
(3) Os dois sexos. Para introduzi-lo sugerimos uma pergunta: O que é o sexo? Ouça as respostas com atenção. Em seguida, responda a questão de acordo com definição dada pelo comentarista. Enfatize, porém, que a expressão "relação sexual" é o contato íntimo que envolve as pessoas dentro do matrimônio. A vontade de Deus é que o homem e a mulher sejam felizes no casamento e o sexo é uma bênção divina nesse sentido.
II - OBJETIVOS DA SEXUALIDADE HUMANA
O sexo foi criado por Deus, tendo em vista três objetivos: a procriação da espécie humana, a união conjugal e a glória divina.

1. Procriação.
Como já dissemos, só existe um meio de a espécie humana propagar-se: através da união sexual entre um homem e uma mulher (Gn 4.1). Assim, casamentos serão consumados e seres humanos continuarão a nascer até a consumação dos séculos (Is 65.20).

Todavia, chegará o momento em que a humanidade não mais necessitará procriar-se (Lc 20.34-36). Tanto os que forem para o Céu, como os que forem para o lago de fogo, não mais propagarão a espécie; estará findada a nossa atividade sexual, porque o ser humano, agora, não será mais carne e sangue (1 Co 15.50). Os salvos teremos um corpo de glória; seremos semelhantes aos anjos. Aleluia!

O sexo é bom
"O sexo foi criado por Deus, e quando expressado altruisticamente dentro do matrimônio, é uma ótima coisa. A intimidade sexual é um dos aspectos mais saudáveis, belos e significativos do casamento. Não obstante, se não for manifestado dentro de um contexto amoroso, pode causar mais prejuízo que benefício." Para conhecer mais leia Projetos para um Casamento Sólido: Construir, Remodelar, Reparar, CPAD, p.177.

2. União conjugal.
O sexo foi criado por Deus para ser desfrutado no contexto da vida matrimonial (Gn 2.24). O sexo, quando praticado antes e fora do casamento, afigura-se como ofensa e pecado perante o Criador. No casamento, porém, une o casal e perpetua os laços entre o homem e a sua esposa.

3. A glória de Deus.
O sexo não é uma atividade meramente fisiológica ou recreativa. Na Bíblia, há um livro dedicado às belezas da vida conjugal (Ct 2.1-4). Aliás, a Igreja de Cristo é apresentada como a Noiva do Cordeiro (Ap 21.9; 22.17). Pode haver algo mais glorioso?

SÍNTESE DO TÓPICO II
Os objetivos da sexualidade humana é a procriação, a união conjugal e a glória de Deus.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“PREPARE-SE PARA CELEBRAR

Acredito que minha opinião está clara. Não creio que Cantares de Salomão seja primeiramente uma alegoria ou tipologia. Não creio que seja uma representação. Não creio que seja um elaborado diário. Concordo com a perspectiva do comentarista bíblico Lloyd Carr: 'O amado e a amada são apenas pessoas comuns".

Tom Gledhill, em seu comentário, declara: 'Os dois são 'totalmente homem’ e 'totalmente mulher”. Isso é encorajador. Cantares é sobre o seu casamento e o meu. Esses oito capítulos das Escrituras podem falar conosco, e assim provocar uma grande diferença em nossas vidas, para a glória de Deus" (MAHANEY, C. J. Sexo, Romance e a Glória de Deus: o que todo marido cristão precisa saber. Rio de Janeiro: CPAD, p.13).


III - DISTORÇÕES DA SEXUALIDADE
O sexo, quando praticado antes, ou fora do casamento, gera iniquidades e abominações: fornicação, adultério, homossexualismo e ideologias nocivas.

1. A fornicação.
A fornicação é o relacionamento sexual antes do casamento (1 Tm 1.10). Logo, quando um casal de namorados, ou de noivos, pratica o sexo, tanto o rapaz quanto a moça pecam contra o Senhor (Ef 5. 5).

2. O adultério.
A fim de proteger a harmonia conjugal, o Senhor decretou: "Não adulterarás" (Êx 20.14). Jesus, no Sermão da Montanha, condena não somente o ato em si, como a própria cobiça (Mt 5.27,28). Os adúlteros não terão parte nem guarida no Reino de Deus.

3. O homossexualismo.
É o relacionamento sexual de pessoas do mesmo sexo. Na Bíblia Sagrada, é conhecido como o pecado de Sodoma e Gomorra (Dt 23.18; 1 Co 6.9,10; 1 Tm 1.10). Essa abominação contraria o plano divino quanto ao casamento que, além de ser monogâmico e indissolúvel, é heterossexual (Gn 2.24).

4. A ideologia de gênero.
A chamada ideologia de gênero é mais uma tralha inventada pelos inimigos da família cristã. Alegando que o sexo é uma mera construção social, tal ensino instiga os pais a educar os filhos de maneira neutra, deixando aos meninos e às meninas a escolha de seu "sexo social ou ideológico". A Bíblia, porém, é taxativa quanto a tal pensamento (Dt 22.5).

SÍNTESE DO TÓPICO III
As distorções da sexualidade perpassam a fornicação, o adultério, o homossexualismo e a ideologia de gênero.

SUBSIDIO VIDA CRISTA
"Segundo Geisler: 'No que diz respeito a Bíblia, não há papel algum para as relações sexuais antes do casamento... Na realidade, é um pecado que a Bíblia chama de fornicação (Gl 5.19; 1 Co 6.18)’ (Ética Cristã, p.170). Diz, ainda o referido autor: ‘Se a pessoa não está pronta para tomar sobre si as responsabilidades de uma pessoa e família, não deve mexer com o sexo' (ibidem, p.171). Concordamos com esse entendimento. 0 sexo, atualmente, tem sido um instrumento do Diabo para a destruição de vidas, ao lado das drogas, do crime e de outros meios destrutivos. A infidelidade conjugal tem assumido proporções alarmantes. Certas pesquisas dão conta de que metade das mulheres, no país, já praticou o adultério. Percentagem maior é observada entre os homens que traem suas esposas. Tal comportamento, reprovado pela ética cristã, tem sido incentivado nas novelas e filmes, exibidos na TV" (LIMA, Elinaldo Renovato de. Ética Cristã: Confrontando as questões morais do nosso tempo. Rio de janeiro: CPAD, 1996, p.84).

CONCLUSÃO
Apesar de o ser humano ser dotado de sexo, foi este criado para louvar e exaltar a Deus através de uma vida santa e pura. Que jamais esqueçamos de que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo. Não somos um mero fenômeno fisiológico; somos imagem e semelhança de Deus.
PARA REFLETIR
A respeito de “A Sexualidade Humana", responda:

•        Qual é a definição de sexo?
O sexo pode ser definido, de acordo com o Dicionário Houaiss, como a “conformação física, orgânica, celular, particular que permite distinguir o homem e a mulher, atribuindo-lhes um papel específico na reprodução".

•        Quem criou o sexo?
O sexo foi criado por Deus.

•        Quais os reais objetivos do sexo?
O sexo foi criado por Deus, tendo em vista três objetivos: a procriação da espécie humana, a união conjugal e a glória divina.

•        Por que o sexo é uma etapa transitória na vida humana?
Porque chegará o momento em que a humanidade não mais necessitará procriar-se (Lc 20.34-36). Tanto os que forem para o Céu, como os que forem para o lago de fogo não mais propagarão a espécie; estará findada a nossa atividade sexual, porque o ser humano, agora, não será mais carne e sangue (1 Co 15.50).

•        Quais os pecados relacionados ao sexo?
Fornicação, adultério, homossexualismo e ideologias nocivas.

Fonte de divulgação: Cristão Veja